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o arquiteto descalço

Essa matéria da Revista Florense de Arquitetura traz Johan Van Lengen, conhecido também como o arquiteto descalço. Bioarquiteto holandês, residente no Brasil, ele é o autor do livro Manual do Arquiteto Descalço, publicado em 2008 pela editora Emporio do Livro, que mostra de maneira bem didática técnicas e maneiras de construção em harmonia com a natureza. Ficam as dicas de leitura.

“O  holandês Johan Van Lengen morou mundo afora e chegou ao Brasil nos anos 1960, encantado com o modernismo de Brasília. Pai da bioarquitetura, defende projetos que interajam com o meio ambiente de forma mais racional e prega, às vésperas de completar 80 anos: “temos que mudar os arquitetos”.”

Clique nas imagens para ler a matéria completa.

Por Beto Rodrigues, Revista Florense Arquitetura, outono 2010, n 25, ano 7.

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galeria zipper

A semana começa com o início das obras da Galeria Zipper. Um projeto encomendado pelo marchand Fabio Cimino, para sua nova galeria de arte.

A Zipper será aqui em São Paulo, nos Jardins, na Av. Estados Unidos, 1494. Como curiosidade, um ponto que já tem história: nos anos 80 foi onde funcionou a Galeria de Pietro Maria Bardi.

A proposta é de uma galeria para artistas jovens. E o projeto acompanha com um conceito simples, inovador, versátil e de escolhas sustentáveis: no desenho, nos materiais e nas funcionalidades.

Recepção e café integrados, com alternativa de ainda integrar essa área com o acervo ou de manter o acervo privativo.

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Área de exposição com duas paredes móveis, pivotantes, que possibilitam a variação do layout, de acordo com a demanda das exposições.

Ambiente confortável com telhado térmico acústico e iluminação zenital, e móveis de madeira pinus certificada.

Uma das prioridades do projeto foi utilizar ao máximo a estrutura já existente, como forma de reduzir o impacto ambiental da obra. Inclusive, com o aproveitamento da laje superior que será transformada em área de descanso. Um bom começo, e boa semana pra todo mundo!

gordon matta-clark até 4 de abril

Esse e o próximo são os dois últimos finais de semana para visitar a exposição do artista e arquiteto norte-americano Gordon Matta-Clark (1943-78), que está no MAM de São Paulo. Foi um dos artistas que introduziu na arte contemporânea questões sobre a vida nas grandes metrópoles e a especulação imobiliária. É conhecido por obras de grande escala, como as intervenções que fez  em prédios condenados à demolição, em Santiago, Nova York, Paris, Milão, Gênova, Antuérpia, Nova Jersey e Chicago.  Seu trabalho questiona a ocupação dos espaços urbanos, a preservação da memória da cidade, o uso indiscriminado dos recursos, a desigualdade social e alerta para o perigo das atitudes individualistas.

Muitas vezes ele fazia as intervenções com as próprias mãos

Em 1971 criou a performance e instalação Garbage Wall, que teve grande repercussão. “Numa tentativa de construir uma moradia melhor que as “casas”  de papelão usadas pelos indigentes que moravam sob a ponte do Brooklyn, em Nova York, criou uma parede sólida com refugos de fabricação industrial que encontrou por ali mesmo e que, a seu ver, poderiam ser reciclados.”

Garbage Wall fez parte da 27 Bienal de São Paulo, 2006

Agora, na exposição aqui no MAM, o setor educativo do museu reconstruiu a Garbage Wall, com apoio e participação da viúva de Gordon, Jane Crawford, numa ação educativa que mobilizou os jovens estudantes do MAM e visitantes a recolher material reciclável do Parque Ibirapuera (SP) e aprender na prática conceitos de reciclagem e sustentabilidade. E é a primeira obra que se vê, chegando à exposição.

GORDON MATTA-CLARK: DESFAZER O ESPAÇO /Museu de Arte Moderna de São Paulo /Parque do Ibirapuera / Portão 3 / de terça a domingo e feriados/ das 10h às 18/ entrada gratuita aos domingos.

lelé, esse é o cara

Discípulo e amigo de Oscar Niemeyer, Lelé é arquiteto carioca, de 78 anos, provavelmente mais conhecido pelos seus colegas do que pelo público. O que já é uma boa razão para ler as Páginas Negras da revista Trip desse mês, onde, entre outras coisas, ele conta do começo de Brasília que ajudou a construir, comenta sobre  Brasília de hoje, sobre o Lula e política, música e feminismo. Seguem suas declarações  sobre sustentabilidade e imagens da matéria, boa dica de leitura para o final de semana. (Pra ler a matéria completa, clique). “Esse é o Lelé”.

“…Arquiteto discreto, (…) ao longo dos anos, criou projetos ultrafuncionais, imprimindo sua marca não pelos desenhos espetaculares, mas pela integração do ser humano com o meio ambiente, pelo uso econômico dos materiais e pela inventividade para criar soluções ergonômicas e sustentáveis. Entre seus projetos mais famosos estão os prédios da rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, a construção dos Cieps (Centros Integrados de Educação Pública), ao lado do educador Darcy Ribeiro, e dos Ciacs (Centros Integrados de Atendimento à Criança), do governo Collor.

(…)

Uma questão que sempre foi associada à sua obra é a da sustentabilidade. Mas esse conceito virou certo modismo… Isso o incomoda?
Eu detesto, detesto… Mas está dando lucro ser ecologista. E, na verdade, o discurso da sustentabilidade disseminado por aí não está sendo praticado. Porque a gente precisa economizar os recursos naturais e utilizar o que a natureza nos fornece de mais barato. Sempre que eu falo sobre esse tema, uso a imagem da abelha. As abelhas lidam com uma coisa absolutamente sofisticada e escassa, que é o mel. A abelha retira o pólen das flores, faz um sacrifício enorme para transformar isso em mel. E o incrível é que a forma escolhida para fazer a colmeia, em hexágono, é a mais econômica que se tem. Seria mais fácil fazer uma casa redondinha, mas intuitivamente ela tem o cuidado de fazer hexagonal, que é a forma de juntar um casulo com o outro economizando o máximo de material. Então, quer dizer, o que o ser humano tem que fazer daqui pra frente construindo seus casulos, suas casas, suas cidades é usar a abelha como exemplo…

Porque hoje se fala em uma maior conscientização e mobilização social…
Quanto mais se fala, mais se afasta. As pessoas falam em solidariedade e cada vez são mais individualistas. Então, o discurso é o oposto do que se pratica. Todo mundo sabe que o automóvel é uma coisa terrível em nossas cidades. E o que se faz? As fábricas produzem cada vez mais. Ao contrário de se criar restrições à produção, o discurso enganoso de que são as fábricas de automóveis que dão emprego é disseminado no mundo inteiro e assim eles recebem subsídios, proteções para fabricar cada vez mais automóveis. Então a direção é o oposto do que se quer, e isso me dá um susto.

Qual seria a saída para essa superpopulação de automóveis?
A grande alternativa seria investir em transporte coletivo, mas os investimentos são muito altos e a pressão que existe em torno do mercado automobilístico, da venda de automóveis, pelo sistema do neoliberalismo, da globalização, é muito grande, é internacional… A gente sabe que o discurso é falso, mas tem glamour. E, na medida em que tem glamour, a população está vendo televisão e comprando automóvel todos os dias. Como reverter esse processo? Isso aí é um mistério, é uma mágica que eu não sei como fazer.

Esse modelo de grandes metrópoles é irreversível?
Olha… Eu gostaria que houvesse uma retomada das pequenas cidades, que é a escala que o ser humano consegue conviver melhor entre si. Mas o próprio shopping é uma resposta de que esse modelo de megalópoles é irreversível. Enquanto houver a proliferação de shopping centers e os centros urbanos continuarem sendo centros de consumo desenfreado, a tendência é aumentar sempre. É claro que as grandes cidades têm algumas vantagens. São Paulo, por exemplo, é um centro cultural fenomenal. Nova York é uma maravilha, você chega lá e pode ir à Broadway, cada dia ver uma peça diferente, tem sempre um concerto. Mas eu acho que isso não é o suficiente, eu acho que as grandes aglomerações urbanas só servem para destruir mais rapidamente o planeta. Esse consumo desenfreado é brutal.

Qual a sua perspectiva para os próximos 50 anos? Você acredita nas previsões climáticas catastróficas?
Não sei. De vez em quando participo de reuniões científicas, e tenho ouvido opiniões tão diferentes acerca disso que a gente não sabe até que ponto a mídia está manipulando… Eu não sei se as previsões estão tão catastróficas quanto estão sendo colocadas lá. Agora uma coisa me parece clara, a de que o planeta e suas espécies estão sendo destruídos e o ser humano não tem esse direito. Me parece uma perda inestimável. O ser humano é deste planeta. Não pense ele que vai morar na Lua, no planeta Marte, pois não vai não! Ele tem que morar aqui, porque nasceu aqui, foi fabricado aqui. Essa migração é praticamente impossível do ponto de vista biológico.

O que acha da captação de energias renováveis, como a solar ou a eólica?
Me parece que realmente a energia eólica seria a forma mais econômica. No último hospital da rede Sarah que a gente fez, lá no Rio de Janeiro, a gente usou placas de absorção solar para aquecimento da água. Agora eu acho que essas iniciativas não podem ser individualizadas, porque elas requerem investimentos muito grandes. Então acho que as grandes demandas pelas quais passa a humanidade agora, em questões de energia, requerem que essas ações sejam institucionalizadas através dos governos. Têm que ser coletivas, não pode ser individual. O que pode ser feito do ponto de vista individual é a economia. Na medida em que a gente restringe, por exemplo, o uso de ar-condicionado, a mangueira para lavar o quintal…

Não adianta captar água da chuva pra dar descarga?
Não adianta, isso que me angustia…

Fazer xixi no banho?
É horrível esse negócio. Você transfere para o indivíduo e ele acaba achando que solucionou o problema e pronto, fica tranquilo.”

(…)

Alguns projetos de Lelé:

Sarah do Rio de Janeiro

Solário do Sarah de Fortaleza

Camas-macas

Igreja Centro Administrativo da Bahia

Centro de Exposições da Bahia

Leia a matéria completa da Trip (clique). Texto por Fernanda Danelon e Guilherme Werneck, de Salvador Fotos Márcio Lima e Bruno Miranda / Na Lata

festival da casa leroy merlin 2009

Ao longo desse ano, produzimos conteúdo para os tabloides de ofertas da Leroy Merlin (Construção, Acabamento, Organização e Decoração) e essa é a segunda edição da Revista Festival da Casa. Seguem as fotos dos projetos que apresentamos de um home spa, banheiro, home office, varanda gourmet, quarto de criança e lavanderia.

spa2

spa1

banho3

banho4

office1

office3

varanda2

varanda1

infantil2

infantil4

lavanderia1

lavanderia3

Aqui abaixo você pode ver a revista na íntegra, página por  página,  com detalhes e dicas de cada ambiente, o passo a passo da mesa do home office, uma página só sobre pintura, uma entrevista com o Marcelo e um texto escrito pelo nosso amigo convidado Edgard Gouveia sobre Sustentabilidade. O final de semana taí, aproveite pra ler e quem sabe até você se anima para montar a mesa (!). Até segunda.