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caruaru no pavilhão das culturas brasileiras

Acontece hoje a abertura da exposição Puras Misturas, que anuncia a criação do Pavilhão das Culturas Brasileiras, futuro novo museu dentro do  Parque Ibirapuera (SP), em um prédio do Niemeyer anos 50.

A mostra, de acordo com a curadora Adélia Borges,  é uma celebração da riqueza e da diversidade da cultura brasileira, apresentando peças e um diálogo entre arte erudita, popular e indígena.

Na entrada do Pavilhão, está montada uma instalação com 65 banquinhos (dos 88 que se revezarão durante a mostra), de variados formatos e materiais, onde os visitantes poderão sentar. São bancos feitos por povos indígenas, comunidades de várias partes do país, artesãos e designers – entre eles Sérgio Rodrigues, Carlos Motta, Michel Arnoult, Nildo Campolongo, Claudia Moreira Sales, Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki.

A nossa Banqueta de Tela, da Linha Caruaru (que na imagem aí de cima aparece ao lado da Poltrona de Tela), está nesse módulo e foi doada para fazer parte do acervo do futuro museu. Fica a dica do passeio, de visitar a exposição e sentar-se à vontade.

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do sambódromo para a piscina do marcelo

Essa semana chegou a amostra do vinil que será usado para revestir a piscina da casa do Marcelo.

Uma estampa que tem história aqui no escritório… Há uns 4 anos,  o Marcelo voltou de uma viagem ao nordeste, trazendo um manto de Maracatu. Colorido, imponente, brilhante, com cobertura de tradição, bordado pelas mãos do mestre que o vestiu. É bonito que chega a ser inquietante. O manto passou a fazer parte do nosso dia a dia. Já enfeitou vários lugares e é referência constante de estética e significados.

Usamos recortes de seus desenhos e cores em alguns dos painéis que cobriram as paredes  do camarote da Nova Schin, no sambódromo.

E forminhas de doce multicoloridas, uma a uma, para representar o bordado de lantejoulas do manto.

Aí, veio a coleção de louças Maracatu,  da Linha Brasil, criada para a Oxford, com lançamento durante a SPFW, em exposição montada no lounge do WGSN.

“Com seu rico manto bordado, o Caboclo-de-Lança é a figura mais emblemática do Maracatu Rural ou de Baque Solto, da Zona da Mata pernambucana. Encanta pela beleza colorida, óculos escuros, flor entre os dentes. Seu transe é alimentado por quinze dias de abstinência sexual e doses de cachaça com pólvora. É o Guerreiro de Ogum e carrega nas costas, sob a vestimenta sagrada, os chocalhos que marcam o ritmo eufórico da dança entre os versos entoados pelo Mestre.”

O manto já deu samba, pôs a mesa, virou exposição.

(E agora, mais uma vez,  o Marcelo vai mergulhar de cabeça na beleza do Maracatu!)

notícia: casa claudia, setembro 08

 

revista experimenta, n59, 07: poor little rich girl

texto BIA VILLARINHO

linha brasil para a oxford

MARACATU
“Com seu rico manto bordado, o Caboclo-de-Lança é a figura mais emblemática do Maracatu Rural ou de Baque Solto, da Zona da Mata pernambucana. Encanta pela beleza colorida, óculos escuros, flor entre os dentes. Seu transe é alimentado por quinze dias de abstinência sexual e doses de cachaça com pólvora. É o Guerreiro de Ogum e carrega nas costas, sob a vestimenta sagrada, os chocalhos que marcam o ritmo eufórico da dança entre os versos entoados pelo Mestre.” 

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IEMANJÁ
“Sereia, Princesa do Mar, Janaína, Inaê, Dandalunda, Nossa Senhora das Candeias… É a protetora das viagens e dos amores. O mar é sua eterna morada e para onde leva os amantes. Ela gosta de perfumes, rosas, colares, pentes e tudo o que é elegante e feminino. Sábado é seu dia. Azul e branco, suas cores. Deusa marinha como Afrodite, deu à luz as estrelas, as nuvens e os orixás. De seu ventre nasceram Xangô, Oiá, Ogum, Ossaim, Obaluê e os Ibejis. Ela é mãe. A Mãe D’Água.”

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CARROCERIA DE CAMINHÃO
“Com as carrocerias pintadas de motivos que lembram grafismos indígenas, os caminhões cruzam o Brasil transportando, além de cargas pesadas, vidas cheias de sonhos. São as moradias de homens que, cansados de um amor em cada porto, ao contrário dos marinheiros dos romances e folhetins, agora viajam com toda a família a bordo.Transitam pelas BRs sem endereço fixo e transformam os postos de gasolina em hotéis. Seu verdadeiro luxo: poder amar sobre quatro rodas.”

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CHITA
“Se a cultura popular tivesse um sudário, seria a chita. Tecido ordinário, de algodão, estampado, colorido, traz impresso o jeito simples de viver do Brasil. Veste as donzelas nas festas juninas, alegra os bonecos de Olinda, dá vida à saia do Bumba-Meu-Boi, adocica a virilidade dos cavaleiros do Divino, decora a toalha de mesa, envolve a almofada da renda de bilro, deixa mais feliz o colchão e a colcha da cama do sertão. Diz que veio das Índias, mas seu RG é bem brasileiro.”

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RENDA
“Olê muié rendera, olé muié rendá, tu me ensina a fazê renda, que eu te ensino a namorá…” Os versos que já embalaram tantos amores traduzem a poesia das mãos que fazem a renda Renascença. Tudo começa com o risco dos arabescos. Depois, a trama de linha, como galhos e espinhos da caatinga, une tudo em pontos chamados de abacaxi, besouro, flor,caramujo, arroz, pipoca, balaio, amor… E assim são tecidos os romances sob o ouro da luz da lamparina.”

 
Textos de Jackson Araujo

 

renda

notícia: web

04/08/2008 – 13h42

Louças ganham personalidade com assinatura de designers, estilistas e arquitetos

CHRIS CAMPOS
Colaboração para o UOL

Divulgaçãochita2Aparelho de jantar e chá Chita, da Oxford, com assinatura do arquiteto Marcelo Rosenbaum

No tempo das nossas avós, louça de grife era louça cara. Jogos com muito mais do que 30 peças, certificado de procedência (de preferência europeu), com bordas douradas, relevos e outras firulas do gênero. Tudo muito chique, de fato. Mas os anos se passaram e louça de grife, hoje, implica em peças assinadas por grandes estilistas, arquitetos e designers renomados. Afinal, ser fino hoje em dia tem muito mais a ver com peças que representem seu estilo (ou do seu estilista ou designer favorito) do que com ostentação ou conservadorismos que faziam mais sentido antigamente.

O que estimula fabricantes de porcelana e consumidores a investir na louça da casa diferenciada pela assinatura famosa é justamente a busca por um estilo. Aqui no Brasil, a Tok & Stok e a Oxford são duas das empresas que seguem essa trilha. A primeira elegeu Alexandre Herchcovitch para batizar uma linha de canecas com desenho de caveira (marca registrada do estilista) e também uma outra de utilitários – que esteve à venda por tempo limitado. Já a Oxford apostou no talento do arquiteto Marcelo Rosenbaum – que colocou seu nome em pelo menos cinco linhas da marca.

Lá fora, Calvin Klein já criou peças para a loja de departamentos norte-americana Macy’s. Kenzo assina jogos de pratos que já nasceram com ar de objeto de colecionador. As estampas exuberantes de Versace estão em vasos, pratos e baixelas. A francesa Cacharel também dá o ar da graça em pratinhos de porcelana com estampa delicada. Até o designer Philippe Starck integra o time dos criadores de louças bacanas. É dele uma xícara de chá gigante com acabamento dourado e que não poderia ter mais a cara de seu trabalho.

São peças diferenciadas, para um público diferenciado – que entende o luxo como algo que vai além do preço ou do design tradicional. O conceito e o ar contemporâneo é o que valem. Não que as peças sejam baratas…. Assinatura, seja ela qual for, sempre tem seu valor. Um pratinho Versace, por exemplo, pode custar por aqui, tranquilamente, mais de R$ 100 – valor de jogos de louça mais simples e sem o peso de uma grife embutido no valor. Fora do Brasil, o peso da marca também inflaciona a conta. Um jogo de cinco peças com assinatura Calvin Klein, vendido na Macy’s não sai por menos de U$ 100.

Mas há opções mais singelas e não menos interessantes em território nacional. Com cerca de R$ 300 você leva para casa um jogo de 42 peças da Oxford by Marcelo Rosenbaum. As peças da Tok & Stok tem preços igualmente “amigos”. Agora, para chamar de seu um vasinho de porcelana Versace você deve estar preparado psicologicamente para gastar mais de R$ 1.000…

Ao lado, você confere um garimpo de louças assinadas que podem ser encontradas no Brasil e outras que, por enquanto, ficam como sugestão de compra para suas próximas viagens.

Chris Campos é jornalista, editora do site Casa da Chris