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coleção jalapa, o catálogo

Esse é o catálogo da Coleção Jalapa, fruto da vivência feita com as artesãs do capim dourado do Jalapão (Tocantins), em julho de 2009,  que o Marcelo participou a convite da artista e designer Heloísa Crocco. Um projeto de design social de relevância e grande beleza, apresentado nesse catálogo e em cada peça da Coleção Jalapa.

O Parque Estadual do Jalapão com suas maravilhas naturais é uma das maiores atrações turísticas do estado. Seu nome se origina de uma planta muito conhecida na região: a erva Jalapa-do-Brasil.

O Jalapão é uma região árida pontilhada de oásis que encanta visitantes de todo mundo.

Aqui, o cerrado, o pantanal e a floresta Amazônica se encontram num espetáculo raro, que pode ser apreciado em poucos lugares do mundo.

A região do Jalapão é cortada por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de águas límpidas e transparentes.

A vegetação do cerrado ralo combina com areia, dunas, serras, vales, veredas e cachoeiras de águas azuis…

É aqui que o cerrado revela o seu lado surpreendente e o fascínio do lugar não deixa dúvidas: o ecossistema Jalapão é um extraordinário patrimônio natural e este trabalho contribui para desenvolvê-lo de modo sustentável.

A diversidade da vegetação é enorme e a fauna abriga espécies raras e ameaçadas de extinção. Visitar o parque é entrar em contato com uma natureza intocada.

Coordenação Geral: Heloisa Crocco/ Design de Produto: Fernando Maculan, Heloisa Crocco, Marcelo Rosenbaum, Thaís Márquez/ Vídeo: Thomas Sellins/ Consultoria em Design: Ada Gabriela, Hemly Barsch, Juliane Gosch/ Identidade Visual e Projeto Editorial-Gráfico: Marcelo Drummond/ Fotografia: Fábio Del Re/ Texto: Aline Brabo, Alessandra Bacelar (SEBRAE Tocantins)

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O blog acompanhou de perto o Marcelo  no Jalapão:  tem o post sobre o convite da Heloísa, as primeiras impressões sobre o Jalapão, as artesãs, o andamento do trabalho e dia do encerramento da vivência.

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pindorama tá na mesa da vizinha

Lembra do making of que mostramos aqui no blog? Pois bem, a  linha Pindorama de toalhas de plástico Rosenbaum de Coração para  Cipatex está pronta. Isso quer dizer que muito em  breve pode estar na sua mesa, ou nas melhores mesas da vizinhança – aí é com você! Veja onde encontrar pelo Brasil.

Agora com a versão oficial, esse é o catálogo:

Linha PINDORAMA  Pindorama faz homenagem à mistura de riquezas do Brasil, desde o Império, que nos alimentam até hoje de cores e sabores todo dia. Uma linha de estampas desenvolvidas para a toalha de mesa do povo brasileiro – que é de plástico, que tem o doce do coco, a delicadeza da trama e a beleza emblemática da flor do Pau Brasil.

Estampa PAU BRASIL  Do Pau Brasil ganhamos o nome, abundância e fonte de riqueza por muito tempo. Hoje, infelizmente difícil até de achar, é para sempre fonte inesgotável de significados, símbolo de nossa história, da beleza brasileira que dá flor. A estampa PAU BRASIL trama texturas, bichos e flores em contraste tropical.

Estampa COCADA Doce típico da cozinha brasileira, simples de fazer e de se apaixonar. Iguaria disputada já nos tempos da Corte, quando o Rei era sempre o primeiro a ser servido. Hoje nos tabuleiros das baianas – entre acarajés e vatapás, e nas cozinhas brasileiras de todo lugar, adoça nossos reis e rainhas da cocada. A estampa COCADA traz a poesia no traço, de referência nas xilogravuras que ilustram a literatura de cordel.

Estampa BIRRO  Chegada pelas mãos dos portugueses, foi pelas mãos ágeis e dedicadas das mulheres e filhas de nossos pescadores, que a renda bilro se espalhou pelo litoral, de norte a sul do país. Apelidou-se birro, só para melhor chamar.  Entrelaça fios para desenhar,  o que se quiser sonhar. A estampa BIRRO compõe e sobrepõe formas de rendas, criando novas formas.

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A logomarca e a direção de arte das peças gráficas são obras do designer Marcelo Drummond.

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Nos vemos no próximo churrascão!

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coleção jalapa

(Esse foi o último texto que o Marcelo tentou mandar do Jalapão no dia 18 de julho, dia do encerramento da vivência com o capim dourado. Só que a  a aranha net justo dessa vez não ajudou, mas segue agora o post com mais imagens e já uma amostra de dois  protótipos prontos dos novos produtos)

Sem dúvida o maior exercício dessa vivência foi trabalhar em equipe , no coletivo. Chegamos  e desde o  primeiro dia,  todas as artesãs estavam esperando um curso. “Isso é sempre assim, (disse a Heloisa Crocco), elas sempre acham que iremos chegar  e dar aulas”,… Não que isso de alguma forma não aconteça, mas precisamos começar nos familiarizando com o feitio do trabalho com o Capim”… Por aí dá para imaginar um pequeno conflito, de um lado a ansiedade das artesãs de aprender e do outro a nossa expectativa de entender e conseguir implementar novas técnicas e novas estéticas a partir dos saberes  e de  tradições delas.

“TU ME ENSINA A FAZER RENDA QUE EU TE ENSINO A NAMORAR”

jalapa cenario1

Esse, com certeza,  foi e é o momento de maior dificuldade de toda a vivência…dá vontade de nem desfazer as malas e voltar!!! Uma das artesãs, nesse primeiro dia, me sugeriu de desistir de dar aula e reformar a sua casa dela – que isso com certeza eu sabia fazer BEM!!! Passado  o susto,  as coisas foram se azeitando e tudo começou a andar bem. A confiança mútua  foi crescendo. E entendendemos a verdade que existe quando elas mesmas afirmam que “deixamos de costurar roupas para costurar capim”.  Esse era o caminho , capim se costura e ponto. E a partir daí  abriu-se espaço para a nossa intervenção no trabalho delas, de  trazer uma nova linha , de outra cor (o preto) , pra costurar o capim.

jalapa cenario2

As oficinas aconteciam das 8 as 11h, quando as  artesãs paravam pra preparar  o almoçoe voltavam pra continuar das 14 às17h.  Depois, saíamos para andar pela cidade, fazer mais reconhecimento de área , discutir junto com toda a equipe sobre as impressões , dificuldades e novas idéias. Sempre um momento sempre muito rico, divertido, do coletivo e, claro, sempre regado a muita cerveja, pois o calor do Tocantins não é coisa pra amador. Pense num lugar muito quente,…, pois lá e um pouco mais!

jalapa cenario3

Mas o melhor de tudo isso, é que esse tipo de vivência pode e deve acontecer em qualquer esquina do nosso Brasil. Não tem lugar definido,  não coloca  limite , basta ter gente e disposta  a por a mão na massa,  por tradição ou por  necessidade de sobrevivência , com suas riquezas naturais –  de sementes , fibras, palhas , linhas, algodão e sei lá mais o que dê em abundância nas nossas terras.

Sobre o método:

Levei referências de tendência das maxi bijoux, tipo que se usa hoje e que aparecem em todas as revistas de moda, até nas novelas.

Fizemos o exercício de observar o cotidiano delas, as belezas da região e buscamos incorporar essas formas nos objetos, valorizar o brilho do capim dourado, como matéria mais nobre e usar outros materiaia que contrastassem  mas que não roubassem a cena.

Optei em trabalhar mais com bijoux pois usa-se menos matéria de capim e essas peças podem ser mais valorizados pois a aceitação é imediata.

Fizemos uma mesa onde o pé é o mesmo das  lixeiras existentes na cidade, mostrando o quanto o entorno pode nos inspirar a criar objetos.

jalapa homem colar

colar Raimunda, com uso do fio preto

jalapa mesa

mesa Amélia, com pé de lixeira

jalapa grupo

Só  sei que  gostaria de dedicar cada vez mais do meu tempo para trazer esse artesanato em potencial, essa riqueza natural para o benefício de todos…todos nós temos muito que aprender! É isso, espero que essa vivência tenha sido tão transformadora para as artesãs e para a equipe Jalapa, como foi pra mim. – Marcelo

EQUIPE  COLEÇÃO JALAPA

COORDENADORA   HELOISA CROCCO

DESIGN GRáFICO   MARCELO DRUMMOND

FOTÓGRAFO   FABIO DEL RÉ

VÍDEO DOCUMENTARISTA  TOMAS

DESIGNERS  HELOISA CROCCO, FERNANDO MACULAN, MARCELO ROSENBAUM

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Outros links sobre a Vivência Jalapão aqui no blog:

Vivência Capim Dourado, conta mais sobre o projeto e o convite que o Marcelo recebeu da Heloísa Crocco

No Jalapão tem Aranha Net, primeiras imagens e impressões sobre o Jalapão, diretamente da lan house 24h

As Mãos de Ouro, apresenta as artesãs

Jalapão Work in Progress, as primeira peças em desenvolvimento