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o falatório da linha caruaru…

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 CASA E JARDIM, MINAS DE OURO, GLAMURAMA, GLAMURAMA 2, VERDINHO BÁSICO, JORNAL DE SANTA CATARINA, CASA.COM.BR, RG VOGUE, PORTAL ONNE – CESAR GIOBBI , SHHH.FIM – JACKSON ARAUJO, FORA DE MODA – RICARDO OLIVEROS, OBRIGADO A TODOS PELO APOIO DE SEMPRE !!!!!!

Leia mais sobre a Linha Caruaru: o convite, a exposição, a trilha, o vídeo, o catálogo, as xilogravuras de J.Borges, o falatório.

casa vogue: julho, 09

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O prodígio Jean-Michel Basquiat foi fundamental para a arte contemporânea. O afrodescendente americano nascido no Brooklyn, filho de porto-riquenha e haitiano, teve vida curta – apenas vinte e sete anos, entre 1960 e 1988. Uma biografia marcada na infância por um atropelamento e, desde então, pela revelação de seu talento, pela fama e amigos-celebridades (tantas que se transformou numa delas), por um comportamento irrequieto e muitas drogas, que culminaram na overdose fatal. Foi imprescindível para o mundo das artes, pois foi um apaixonado desde criança pelo desenho sempre transgressor, como ele. Para o fenômeno Jean-Michel Basquiat, Marcelo Rosenbaum, a convite de Casa Vogue, criou um loft carregado de veneno antimonotonia. Instalado no antigo galpão industrial de uma gráfica, coincidentemente nos domínios do próprio escritório de Rosenbaum, em Pinheiros, São Paulo, o lugar revive na íntegra – física e conceitualmente – o clima da década de 1980, os verdadeiros anos loucos nova-iorquinos, quando os artistas então ocuparam esses espaços no SoHo, em função de seus baixos aluguéis, para ali instalarem seus estúdios-moradia. “Tivemos sinergia total com o trabalho e propusemos uma solução de liberdade quase estudantil: inspirada por Basquiat, mas que a gente também sempre teve”, diz um jovem Marcelo sem sombra de pretensão, apesar de também famoso em seu país, aos quarenta anos, com vinte e um dedicados a tudo que é pop (inclusive o rádio e a TV, onde se pode ouvi-lo em spots de dicas, e assisti-lo em extreme makeovers).>

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Em linguagem densa, repleta de informação por todos os lados – e denúncia social sempre -, porém até divertida, colorida, como a obra, e elaborada como o personagem a quem se destina, Marcelo e seus designers reuniram, em um só grande ambiente, o estilo desse menino, de classe média alta que se transformou em músico, grafiteiro e pintor. Um artista plástico que usou desde o desenho a lápis, caneta e pastel, a colagem, a aquarela, serigrafia, a pintura com tinta, spray e sangue. “E que quis comprar tudo quando ficou rico, só para se autoafirmar”, diz Rosenbaum. Do início, quando vendia cartões-postais e camisetas na rua, e grafitava com seu amigo Al Diaz nas fachadas de Manhattan a marca que tornaram famosa (SAMO, que queria dizer “same old shit”), à amizade com o mito de época Andy Warhol, cuja Factory freqüentou, e ao namoro com Madonna, então em começo de carreira também, Basquiat sempre demonstrou sofisticação, até mesmo em sua linguagem escrita na arte, bom leitor que foi em espanhol, inglês e francês. Rosenbaum reuniu seu universo nesse ambiente integrado – pela adequação, beleza, “ou jeito”, obras de arte brasileiras, além de móveis e objetos étnicos ou de design nacional e internacional que, segundo ele, refletem esse espírito. Daí as peças africanas (as máscaras sempre foram sua marca, além das caveiras), os grafites em geral, as coroas estilizadas que eram sua referência (no caso, literalmente real, tanto nas peças em si quanto em uma representação simplificada e impressa em todo lugar). Assim como o c, símbolo de copyright.>

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As luvas de boxe penduradas na porta do armário japonês e luxuoso, em madeira e com puxadores delicadíssimos esculpidos em flores de marfim, refletem esse “luxo ordinário”, explica Rosenbaum. É a transformação pelo uso, pela mistura, sem ostentação. De um tempo heróico (de heroína?) em que muitas estrelas viveram a NY da loucura. Mas nossa maluquete da vez é a top Isabella Melo, produzida por verena Bonzo, com beauty by Evandro Ângelo. Em jeans rasgados, camisa branca NK e cabelão absolutely 80´s, ensaiando caras e bocas para as lentes de Romulo Fialdini, encarou o melhor clima “fui visitar Basquiat e deixei minha marca”. Rosenbaum também contou com um time nessa empreitada: a colaboração de Adriana Benguela, Ana Galli, Rodrigo Vieira, Henrique Pinheiro – além das galerias Choque Cultural e Pontes e diversos artistas plásticos como Sandro Akel, Bruno Dias, Brunno Jahara e Gui Mohallem.

Se tantos heróis dos 80’s tiveram no prazer um risco de vida, e morreram ainda muito jovens de Aids ou overdose (como Jimmy Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin), a marca indelével de mias um, Jean-Michel Basquiat, ficou para sempre. E, mesmo sem uma grande ideologia (será que ele precisa de um para viver?), mas cheio de um  poder artístico incontestável, serviu muito à criação mundial – de lá pra cá, e para sempre, Ou não estaríamos vivendo, mais de vinte anos depois, uma explosão de cores e formas de arte, com direito aos grafites invadindo, de maneira alegre e ao mesmo tempo contestatória, as próprias galerias e as nossas casas. Salve Basquiat!pagina11p

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notícias: chic gloria kalil

 
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WGSN: conexão e soliedariedade são tendências para 2010

17.06.20091393819
 
 
É surpreendente a decoração criada pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum para o lounge do WGSN no São Paulo Fashion Week. Em vez de investir em elementos de design, Rosenbaum convidou o arquitero Edgard Gouveia para apresentar o projeto Oasis. “Este é um projeto de tecnologia social, que usa a internet para conectar as pessoas para fazer o bem para humanidade”, afirmou Marcelo.Ele explica que a ideia surgiu quando ele recebeu a incumbência de fazer um espaço que traduzisse as macro-tendências apontadas pelo WGSN para 2010: a conexão, a emoção e a inventividade. “O espaço físico só existe para transportar o pensamento, a emoção e a conectividade que existe no Oasis”, explica Marcelo.O projeto Oasis foi criado por Edgard e outros arquitetos para ajudar as pessoas que tiveram casas e escolas destruídas durante as enchentes ocorridas em Santa Catarina no final do ano passado. Para mobilizar principalmente os jovens, ele criou um jogo em que as pessoas ajudam como podem. “Não estamos pedindo ajuda. Criamos uma maneira das pessoas oferecerem ajuda. Além disso, é muito divertido”, afirmou.O Oasis usa a internet para conectar jovens no Brasil e no mundo. O projeto, que começou com 40 pessoas, hoje tem mais de 1400 adeptos. “A internet nos oferece instrumentos poderosos como o Facebook, o Twitter, o You Tube, e isso não custa nada. E utilizamos 0,4% do que esses meios nos proporcionam”, disse.

Todos os dias Edgar e outros arquitetos apresentam o Oasis Santa Catarina no lounge do WGSN. Vale a pena dar uma passada por lá. Rosenbaum se encantou tanto pelo projeto que está indo para Santa Catarina em julho, seu mês de férias, com a esposa e o filhos de seis e três anos. “Vamos colocar a mão na massa!”, avisa.

Daniela Nahass

 

 

 

notícias: gazeta mercantil

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Gazeta Mercantil – Plano Pessoal | 19/05 – 00:57

Memória afetiva, resgate e auto-estima

São Paulo, 19 de Maio de 2009 –

Todo ano era sagrado. Quando chegavam as férias de julho, a família Rosenbaum entrava no carro e viajava em direção ao sul do Brasil, mais especificamente para as cidades de Joinville e Blumenau. “Naquela época eu apenas curtia, mas hoje eu entendo que meu pai queria resgatar suas origens alemãs. Era uma viagem emocional”, diz Marcelo Rosenbaum. Durante a aventura, eles aproveitavam para abastecer a casa com produtos comprados em Foz do Iguaçu, por exemplo. “A família inteira se envolvia na compra de um tapete ou de uma estátua”, diz.
Rosenbaum nasceu em Santo André, na Grande São Paulo, em uma família de classe média com “algum acesso”. Mas fazia questão de frequentar a piscina pública da cidade, onde tinha muitos amigos. Um deles, o Sombra, era seu companheiro inseparável. Um dia, foram convidados a participar de uma competição no Clube Harmonia, clube da classe alta paulistana e o amigo foi barrado na porta por ser negro. “Eu também não entrei, em solidariedade a ele, e não entendia como alguém podia barrar a entrada de alguém em um clube por ser negro”, diz.


Esse é o universo de Marcelo Rosenbaum. O arquiteto, decorador e designer fez do resgaste da brasilidade e da inclusão social a marca registrada de seu trabalho. É fácil identificar em seus projetos a razão de seu sucesso. Ele não tem preconceito. Para decorar a cozinha de uma das edições da Casa Cor, escolheu cadeiras de plástico espaguete, daquelas que ainda se vê nas varandas de cidades do interior. Crochê, estátua de barro, móveis retrô, santos, bancos caipiras, fotografias, manto de maracatu: ele mistura tudo e entrega. Mas com uma condição. De que tudo tenha autenticidade.
Mesmo que ainda seja procurado para projetar ambientes de luxo, como o restaurante Dalva e Dito, de Alex Atala, Rosenbaum sente-se cada mais seduzido em atender as classes C e D. “Eles entendem o que eu falo”, diz. O profissional está cada vez mais envolvido com essa turma. Depois de virar celebridade nacional ao aceitar o convite de Luciano Huck para apresentar o programa “Lar Doce Lar“, exibido aos sábados na Rede Globo, onde reforma e entrega casas e apartamentos decorados, ele fala aos ouvintes da Rádio Globo diariamente sobre assuntos ligados a seu universo. Faz palestras para os índios no Amazonas e para funcionários da Infraero. Está envolvido na capacitação dos desabrigados das enchentes de Blumenau para que eles, com patrocínio da Suvinil, possam pintar seus abrigos e descubram alguma vontade de recomeçar a vida em um lugar mais colorido. Também acaba de lançar uma nova marca, a Rosenbaum de Coração, que está se empenhando, junto com a empresa de licenciamentos Redibra, para conseguir parceiros com o intuito de expandir a sua criatividade (estampas para cadernos, papéis de parede etc). Foi do seu escritório no bairro de Pinheiros, que Rosenbaum falou à Gazeta Mercantil. Cercado pelos objetos que colecionou a vida inteira, ele explica porque o seu trabalho tem tanta repercussão entre as classes menos abastadas.

Gazeta Mercantil – O que você fazia quando era adolescente?Eu estudava em colégio particular e passava a maior parte do meu dia na piscina pública. Meu melhor amigo, Sombra, era negro. Ele morava em uma casa precária. Nessa época, viemos para São Paulo competir no clube Harmonia e ele não pôde entrar porque era negro. Eu não sabia que isso podia existir. Foi um choque. Fiquei do lado de fora do clube. Se ele não podia entrar, eu também não iria entrar.

Gazeta Mercantil – Gazeta Mercantil – Mas quando você começou a trabalhar?Com dezessete anos eu fazia reforma e decoração de loja e cursava arquitetura. A mãe de uma namorada da época comprou um box para vender roupa e eu pedi para fazer. Eu mesmo construí a loja. E sempre deu muito certo desde o começo.

Gazeta Mercantil – E depois? Eu não terminei a faculdade de arquitetura porque fui para Alemanha trabalhar em um escritório de design, em 1993. Fiquei em Munique. Fui depois para Berlim no ano seguinte. Voltei e comecei a fazer objetos com design. Sempre quis trazer humanidade para marcas. Aprofundei-me nisso.

Gazeta Mercantil – O que acha de designers que criam sob encomenda? Tem que ser assim. Essa questão é muito interessante porque o Brasil tem um parque industrial muito grande e rico. Mas ele nunca foi focado para o mercado interno e para a inovação. O parque moveleiro cresceu com uma tecnologia surpreendente, com preço competitivo, com projetos estrangeiros e duvidosos. Sempre para a massa. No mundo inteiro, não dá para dizer que o design popular teve uma atenção especial. Eles cresceram, mas sem design, só fazendo cópia. Hoje, com as políticas monetárias, esse parque começou a querer entender o mercado interno e trazer novidade. Só que essa cultura não existia.

Gazeta Mercantil – Não existia visão? Se não há design, porque há a necessidade de profissionalizar o mercado, criar uma faculdade? Não há motivo. Tudo é muito novo no país. Ainda mais agora que o mundo está em crise. Agora não existe mais opção. O mundo olha para o mercado interno. O design brasileiro está borbulhando.

Gazeta Mercantil – Fale um pouco da sua experiência na loja Teto. A Teto foi um case fantástico. Eu fiquei dois anos na loja. Montei o conceito e os produtos. Criamos, eu e meu sócio na época Sérgio Fix, uma marca com identidade, eventos que interligavam a moda, a arte, a música e o mobiliário no mesmo espaço. Era uma loja guerrilha. Em um sábado. a gente vendia tudo, apareciam cerca de 700 pessoas. O mundo assim é hoje, tudo interligado.

Gazeta Mercantil – Você fala com vários públicos. Clientes particulares, empresas, o público que te assiste na TV e te ouve no rádio. Eu volto para a experiência da natação. Eu ficava com meu amigo Sombra e com a elite do ABC. Isso é natural para mim. Quanto mais eu falo que quero trabalhar para as classes C e D, mais a elite me procura. O meu desejo é fazer a Rosenbaum de Coração vingar em larga escala, mas eu não vou largar a minha identidade.

Gazeta Mercantil – Quando a elite te contrata, o que ela quer? O meu pensamento. É muito legal o que está acontecendo. Somos procurados pelo que somos. Eu trabalho a humanidade, a brasilidade, a memória dos espaços, a inclusão. Eu viajo muito pelo Brasil, dou palestras.


Gazeta Mercantil – Sobre o que você fala?
Empresas como o Sebrae, Suvinil, Bosch, Black & Decker e até faculdades me chamam. Eu apresento o meu processo de pensamento. Não explico se azul combina com rosa. Eu mostro que o importante é o gosto. Falei com a Infraero no ano passado para uma platéia de 1.200 pessoas. Foi uma experiência fantástica. Estavam lá o presidente e a funcionária mais simples. Todo mundo ficou quieto. Eu fiquei arrepiado. Esse público me entende, eles percebem que eu falo de auto-estima. Eu falo que me inspiro no maracatu, que pego móvel no lixo para usar na Casa Cor.


Gazeta Mercantil – Como é a casa dos seus pais? Já fez intervenções lá?
Ah, eu já reformei várias casas da minha família… Meus pais sempre tiveram muita noção de estética, aprendi muito com eles, eles curtem muito a casa. Fazíamos muitas viagens para o sul do País – meu pai é alemão. Íamos para Joinville e Blumenau, mas antes a gente passava em Foz do Iguaçu para comprar tapete, estátua. Era uma aventura. A gente ficava horas escolhendo o tapete para a sala. E ao mesmo tempo, ir para lá era a forma do meu pai resgatar a família. Era a colcha de retalhos deles.


Gazeta Mercantil – O que é a Rosenbaum de Coração?
O primeiro produto dessa empresa é o programa de rádio, Decoração pra você, na rádio Globo AM. Começamos em dezembro. Impactei 32 milhões de pessoas desde então. Tem o blog também, são cinco mil pessoas que visitam (www.rosenbaum.com.br). A idéia é abrir o espectro e atingir cada vez mais pessoas.
(Gazeta Mercantil/Caderno D – Pág. 4)

(Cinthia Rodrigues)

notícias: casa, o estado de s.paulo

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