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*INDABA, em Zulu, significa reunir pessoas. E hoje dá nome a um dos maiores eventos criativos do mundo: o Indaba Design, que acontecerá de 24 a 28 de fevereiro, na Cidade do Cabo,  África do Sul,  na encosta de Table Mountain – segundo os organizadores e sem sombra de dúvida, por si só um monumento natural do design!

O primeiro Indaba aconteceu em 1995, num momento crucial de renovação política na África do Sul, com o objetivo de reunir cabeças criativas para dar suporte às mudanças, apostando no design e na criatividade como poderosos agentes transformadores, da sociedade e da economia.

Abrange arquitetura, propaganda, moda, artes visuais, joalheria,  design gráfico, de interiores e de produto. Já reuniu gente como Ferran Adria, Marcel Wanders, Bruce Mau, Daí Fujiwara e Patricia Urquiola, entre outros. A boa repercussão e os resultados aumentam a cada edição. E nesse ano,  em que o mundo todo está especialmente de olho na África do Sul por conta da Copa do Mundo, o desafio é ainda maior e mais estimulante.

Marcelo participará como palestrante, convidado a falar sobre o processo do design, respondendo às perguntas como e por que.  O convite foi esse; simples, livre  e motivo de grande honra: “Que suas ideias e inspiração possam auxiliar nossa causa”.

Leia como foi o Marcelo no Indaba.

E a matéria que saiu na Indaba Design Magazine.

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festival da casa leroy merlin 2009

Ao longo desse ano, produzimos conteúdo para os tabloides de ofertas da Leroy Merlin (Construção, Acabamento, Organização e Decoração) e essa é a segunda edição da Revista Festival da Casa. Seguem as fotos dos projetos que apresentamos de um home spa, banheiro, home office, varanda gourmet, quarto de criança e lavanderia.

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banho4

office1

office3

varanda2

varanda1

infantil2

infantil4

lavanderia1

lavanderia3

Aqui abaixo você pode ver a revista na íntegra, página por  página,  com detalhes e dicas de cada ambiente, o passo a passo da mesa do home office, uma página só sobre pintura, uma entrevista com o Marcelo e um texto escrito pelo nosso amigo convidado Edgard Gouveia sobre Sustentabilidade. O final de semana taí, aproveite pra ler e quem sabe até você se anima para montar a mesa (!). Até segunda.

ROSENBAUM RESPONDE – bate-pronto!

O Lar Doce Lar 32 que passou nesse sábado foi um dos que mais comentários recebeu aqui no blog. Então, vai lá, de bate-pronto, o que todo mundo quer mais saber sobre a casa da família Sanches:

O papel de parede do quarto do casal, qual é? É da Coleção Grafismo, Rosenbaum® para Bobinex, Linha Mata, padrão Folha, referência 1816.

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O lustre da sala é da Tok & Stok? Sim, é o lustre Barrock Tok Stok , de vidro e miçangas, cor branco – incolor.

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Que telha foi utilizada? A Gravicolor cor café da Brasilit.

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E o banheiro azul (um dos grandes hits da vez!), que pastilhas são aquelas? Criamos essa paginação especial com as pastilhas Jatobá 5X5cm, azul Viscaya JD 4810, azul Copacabana JD 1816 e azul Alaska JD 4100.

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Como foi feita a pintura arte da sala? Foi feita com stencil (que é aquela técnica que se pinta sobre um molde vazado que pode ser feito até em papelão), com Spray Multiuso da Suvinil Marrom.

composição que usamos na parede da sala

pinturaarteSALA

arte do stencil, que é um desenho nosso inspirado nas Carrocerias de Caminhão

pinturaarteSALA2

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E o restauro do bercinho do Samuel? Primeiro precisa lixar a madeira até ficar fosca, limpar bem o pó e aí sim aplicar o spray, em movimentos uniformes, a uma distância de uns 25cm da superfície.

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Que tinta foi usada no berço? É o Spray Multiuso, da Suvinil, cor azul bebê – dá pra ver a cor na tampa da lata.

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Como foram feitas as nuvens do quarto do Samuel? Nós desenhamos nuvens, de formas irregulares, em pedaços de papéis de parede diferentes, com motivos infantis, e aplicamos na parede pintada de azul.

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aproveita que tem sol

Se por um lado tem a água da chuva, por outro tem a luz do sol, que também é um recurso natural que pode e deve ser bem aproveitado. E a gente aqui, aproveitando mais uma vez a reforma da casa do Marcelo, fez este post para contar do sistema de aquecimento solar que será instalado.

O sistema chama-se Aquecedor Solar Termodinâmico Solary. A recomendação que tivemos sobre esse modelo é de que tem alta capacidade de absorção de calor, em dias de sol, dias nublados, dias de chuva e mesmo durante a noite. O fabricante nos explicou que isso se dá, por causa do modo de circulação dos painéis solares, que diferentemente dos painéis tradicionais, é feita através de gás ecológico, o que acaba aumentando a eficiência na absorção de calor. Como a  conversa estava boa, a gente emendou mais umas perguntas…

Como é composto? O Aquecedor Solar Termodinâmico Solary é composto de um Reservatório Térmico, Sistema de Circulação de Gás Ecológico e Placas Solares de Alta Eficiência.

ilustra solary

Como funciona? A tecnologia é baseada no Princípio de Carnot, que é de refrigeração por compressão. O painel solar fabricado em alumínio é o componente que colocado no exterior assegura a captação de energia sobre:

– Radiação Solar direta e difusa

– Ar exterior por convecção natural

– O efeito do vento (quase sempre existente)

– Água da chuva.

 A diferença de temperatura provocada pelos agentes externos garante que o gás ecológico (em estado líquido) evapore no interior do painel solar. A ausência de vidro nos painéis permite uma maior eficiência de trocas térmicas por convecção. Após a passagem pelo painel, o gás continua sua circulação (feita pelo compressor) onde sua pressão e temperatura são elevadas, o calor é então transmitido para a água através de um permutador de calor. Depois é necessário que ocorra um estrangulamento, ou seja, reduzir a pressão e garantir que o gás retorne novamente ao seu estado líquido, completando assim o seu ciclo, podendo logo em seguida retornar aos painéis solares.

solary

De acordo com a Solary, esse sistema oferece uma economia de até 90% em relação ao chuveiros elétrico, aquecendo o mesmo volume de água. O que significa que o investimento para a implantação é recuperado num período entre 2 e 3 anos. Bem, assim como a cisterna para aproveitamento de água da chuva, mais uma conta que o resultado é à  favor do planeta.

aproveita que tá chovendo

De toda a água encontrada no planeta, 97% é salgada e 3% é doce. Só que desses 3%, 75% são geleiras e lençóis de gelo,  13% são as chamadas águas profundas localizadas entre 2.500 e 12.500m e 11% são de águas subterrâneas. No final, o que temos disponível para consumo humano é de 1% dos 3% de água doce, o que significa 0,03% de toda a água encontrada no planeta. Uma conta trabalhosa de fazer, mas de fácil conclusão: o que vale é investir  em preservar e aproveitar os recursos naturais de nosso planeta, como a água da chuva.

Foi essa a conta que o Marcelo fez para decidir  pelo aproveitamento de água da chuva através do sistema de cisterna, na reforma que está fazendo em casa.   E como esse é um assunto que interessa muito aqui, disponibilizamos  o projeto da cisterna dele, como exemplo de um passo a passo de construção, com o apoio da Amanco (que tem todos os itens fundamentais para construir um sistema como esse e ainda presta assessoria sobre os projetos).

 Clicando em cima da imagem, você poderá ler a descrição detalhada de cada etapa:

chuvas

Claro que existem as peculiaridades de cada projeto, mas em linhas gerais tomando como base esse do Marcelo, dá pra dizer que:

 -você vai precisar de um telhado para ter o que se chama de superfície de captação e abrigar as duas caixas menores de 500 litros, uma para a água de chuva e a outra para água de rede pública

 -é o caminho representado por verde na ilustração: a água da chuva chega ao telhado, vai para a calha e é conduzida através de canos até o filtro de impurezas

 -aí já estamos no subsolo: do filtro passa para o reservatório maior, de 10 mil litros

 -no interior do reservatório tem uma bóia e um outro filtro que limpa a água mais um pouco

 -quando for necessário, a bomba de recalque que aparece à esquerda  faz subir a água do reservatório grande para o pequeno – a caixa d´água de 500 litros que está no telhado da casa

 -voltamos para o telhado: essa caixa distribui água da chuva já limpa que poderá ser usada preferencialmente para a descarga, irrigação do jardim e lavanderia.

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Como falamos lá no começo, ter uma cisterna em casa sem dúvida é um investimento, mas olhando mais de perto dá pra entender que é um sistema simples e possível de ser feito. E é um investimento tão bom que traz retorno pra um planeta de gente.

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Mais informações sobre os materiais no site da Amanco ou pelo telefone 0800 701 8770.

ROSENBAUM RESPONDE – construção seca

No Lar Doce Lar da  família Pereira, sem dúvida, a edícula foi um dos pontos que mais chamou atenção e gerou muitas perguntas por aqui. Muita gente querendo saber  sobre construção seca, e, opa!,  babando pela cozinha.  Só para relembrar, a  edícula da casa era assim como aparece na foto logo aqui abaixo; então, como além de reformar a gente já tinha planejado fazer uma segunda cozinha, o melhor foi derrubar tudo e começar do zero.  Considerando as condições  e o tempo que tínhamos, sem dúvida, optamos pela construção seca, e aí a Brasilit  entrou junto e deu show.

A edícula dos Pereira antes:

edicula antes

E depois:

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Então, pra esse ROSENBAUM RESPONDE,  a gente reuniu as principais perguntas e foi direto à fonte conversar com o pessoal da Brasilit:

terreo 2

O QUE É CONSTRUÇÃO SECA? Construção seca é um método de construir  diferente da alvenaria tradicional, principalmente, porque dispensa o uso de cimento preparado em obra, os tijolos  e as armações convencionais; e pode ser planejada de forma tão racional, que o desperdício pode chegar a zero. Os métodos mais conhecidos  são o Wood Frame (que leva perfis de madeira) e o Steel Frame (que leva perfis metálicos).

terreo

O QUE É STEEL FRAME? Na edícula da Família Pereira, foi usado o que chamamos de  Light Steel Frame, que  é um sistema construtivo racional, cuja principal característica é o uso de perfis de aço galvanizado, que formam painéis, vigas, tesouras e demais componentes, resistentes às cargas da edificação e que dão forma à mesma. Depois, o  fechamento das paredes foi feito com a Placa Cimentícia Impermabilizada Brasilit.

cozinha porta

QUE MATERIAIS SÃO UTILIZADOS PARA CONSTRUÇÃO SECA? Perfis estruturais, que podem ser de madeira  ou de aço galvanizado com tratamento anticorrosão. A construção seca é composta por vários “subsistemas”, como fundação normalmente do tipo radier (o que representa  grande economia na obra); isolamento termo acústico, como a manta de lã de vidro Isover que foi usada no Lar Doce Lar;  fechamento interno com placas de gesso acartonado ou em placa cimentícia para áreas molhadas como cozinhas e banheiros; tratamento de juntas (como o Brasimassa e Fibrotape) e  instalações elétricas e hidráulicas.

Como qualquer construção, é fundamental o acompanhamento de um profissional da construção civil com experiência e conhecimento no assunto.

cozinha

O QUE É PLACA CIMENTÍCIA ? A Placa Cimentícia Impermeabilizada Brasilit é o produto indicado para o fechamento de paredes na construção seca do tipo  Steel Frame (como explicamos  acima), pois é resistente a impactos e é a única do mercado que sai impermeabilizada de fábrica e tem todos os componentes para um tratamento de junta que deixa a parede acabada lisinha e perfeita como em qualquer construção convencional.

QUAIS AS MEDIDAS DISPONÍVEIS? As espessuras disponíveis de placa cimentícia são de 6, 8, 10 e 12 mm, com largura de 1200mm e comprimento de 2000, 2400 ou 3000mm.

QUAIS AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA PLACA CIMENTÍCIA?

-Não possui amianto, fibra mineral banida em diversos países e em algumas regiões do Brasil por ser considerada cancerígena;

-Elevada durabilidade e resistência a impactos;

-Grande resistência a umidade;

-Incombustíveis;

-Baixo peso próprio;

-Compatível com quase todos os tipos de acabamento;

-Rapidez e limpeza na execução da montagem.

ONDE PODEM SER USADAS? As placas cimentícias podem ser usadas em construções novas ou reformas, em  paredes de qualquer edificação (casas, escolas, hospitais, shoppings, etc.), muros, beirais, platibandas, fachadas, brises, divisórias, forros, acabamentos em subsolos, dutos de ar condicionado, entre outros. 

escritorio criancas

QUEM FAZ MONTAGEM? EXISTE MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA? As obras com construção seca exigem mão de obra treinada, com cálculos especiais feitos por engenheiros especialistas. A Brasilit disponibiliza a Academia Brasilit, com cursos de noções básicas de Steel Frame em diversas regiões do Brasil, para qualquer pessoa que queira conhecer o sistema.

QUANTO CUSTA O M²? Uma construção em Steel Frame pode custar menos ou mais do que uma construção normal, dependendo do nível de sofisticação do projeto. As fundações geralmente custam menos e o tempo de obra também tende a ser menor. O ideal é fazer um levantamento com o revendedor da região.  

quarto filho

PARA FAZER DOIS ANDARES É PRECISO TER LAJE OU A PRÓPRIA ESTRUTURA AGUENTA? A LAJE PODE SER FEITA COM PLACA CIMENTÍCIA? A estrutura de Steel Frame também possibilita a construção de lajes secas, com a utilização do produto Masterboard, que também foi apresentado no programa.

Mais informações no site da Brasilit ou pelo telefone 0800 116299.

coleção jalapa

(Esse foi o último texto que o Marcelo tentou mandar do Jalapão no dia 18 de julho, dia do encerramento da vivência com o capim dourado. Só que a  a aranha net justo dessa vez não ajudou, mas segue agora o post com mais imagens e já uma amostra de dois  protótipos prontos dos novos produtos)

Sem dúvida o maior exercício dessa vivência foi trabalhar em equipe , no coletivo. Chegamos  e desde o  primeiro dia,  todas as artesãs estavam esperando um curso. “Isso é sempre assim, (disse a Heloisa Crocco), elas sempre acham que iremos chegar  e dar aulas”,… Não que isso de alguma forma não aconteça, mas precisamos começar nos familiarizando com o feitio do trabalho com o Capim”… Por aí dá para imaginar um pequeno conflito, de um lado a ansiedade das artesãs de aprender e do outro a nossa expectativa de entender e conseguir implementar novas técnicas e novas estéticas a partir dos saberes  e de  tradições delas.

“TU ME ENSINA A FAZER RENDA QUE EU TE ENSINO A NAMORAR”

jalapa cenario1

Esse, com certeza,  foi e é o momento de maior dificuldade de toda a vivência…dá vontade de nem desfazer as malas e voltar!!! Uma das artesãs, nesse primeiro dia, me sugeriu de desistir de dar aula e reformar a sua casa dela – que isso com certeza eu sabia fazer BEM!!! Passado  o susto,  as coisas foram se azeitando e tudo começou a andar bem. A confiança mútua  foi crescendo. E entendendemos a verdade que existe quando elas mesmas afirmam que “deixamos de costurar roupas para costurar capim”.  Esse era o caminho , capim se costura e ponto. E a partir daí  abriu-se espaço para a nossa intervenção no trabalho delas, de  trazer uma nova linha , de outra cor (o preto) , pra costurar o capim.

jalapa cenario2

As oficinas aconteciam das 8 as 11h, quando as  artesãs paravam pra preparar  o almoçoe voltavam pra continuar das 14 às17h.  Depois, saíamos para andar pela cidade, fazer mais reconhecimento de área , discutir junto com toda a equipe sobre as impressões , dificuldades e novas idéias. Sempre um momento sempre muito rico, divertido, do coletivo e, claro, sempre regado a muita cerveja, pois o calor do Tocantins não é coisa pra amador. Pense num lugar muito quente,…, pois lá e um pouco mais!

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Mas o melhor de tudo isso, é que esse tipo de vivência pode e deve acontecer em qualquer esquina do nosso Brasil. Não tem lugar definido,  não coloca  limite , basta ter gente e disposta  a por a mão na massa,  por tradição ou por  necessidade de sobrevivência , com suas riquezas naturais –  de sementes , fibras, palhas , linhas, algodão e sei lá mais o que dê em abundância nas nossas terras.

Sobre o método:

Levei referências de tendência das maxi bijoux, tipo que se usa hoje e que aparecem em todas as revistas de moda, até nas novelas.

Fizemos o exercício de observar o cotidiano delas, as belezas da região e buscamos incorporar essas formas nos objetos, valorizar o brilho do capim dourado, como matéria mais nobre e usar outros materiaia que contrastassem  mas que não roubassem a cena.

Optei em trabalhar mais com bijoux pois usa-se menos matéria de capim e essas peças podem ser mais valorizados pois a aceitação é imediata.

Fizemos uma mesa onde o pé é o mesmo das  lixeiras existentes na cidade, mostrando o quanto o entorno pode nos inspirar a criar objetos.

jalapa homem colar

colar Raimunda, com uso do fio preto

jalapa mesa

mesa Amélia, com pé de lixeira

jalapa grupo

Só  sei que  gostaria de dedicar cada vez mais do meu tempo para trazer esse artesanato em potencial, essa riqueza natural para o benefício de todos…todos nós temos muito que aprender! É isso, espero que essa vivência tenha sido tão transformadora para as artesãs e para a equipe Jalapa, como foi pra mim. – Marcelo

EQUIPE  COLEÇÃO JALAPA

COORDENADORA   HELOISA CROCCO

DESIGN GRáFICO   MARCELO DRUMMOND

FOTÓGRAFO   FABIO DEL RÉ

VÍDEO DOCUMENTARISTA  TOMAS

DESIGNERS  HELOISA CROCCO, FERNANDO MACULAN, MARCELO ROSENBAUM

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Outros links sobre a Vivência Jalapão aqui no blog:

Vivência Capim Dourado, conta mais sobre o projeto e o convite que o Marcelo recebeu da Heloísa Crocco

No Jalapão tem Aranha Net, primeiras imagens e impressões sobre o Jalapão, diretamente da lan house 24h

As Mãos de Ouro, apresenta as artesãs

Jalapão Work in Progress, as primeira peças em desenvolvimento