Arquivo do mês: março 2010

manuelitos rosenbaum para brascor

Foi lançada em março, a linha de móveis que criamos para a Brascor: um armário, um rack e uma mesa inspirados no estilo Manuelino. Tido como uma variação portuguesa do estilo gótico, o estilo Manuelino desenvolveu-se no reinado de D. Manuel, tem presença marcante na história do mobiliário português e mundial e foi totalmente incorporado na nossa história de Brasil Colonial.

A nossa proposta é de uma interpretação do estilo Manuelino, com a tradução de suas proporções, raciocínio de construção e sofisticação de relevos e encaixes. Isso usando um material contemporâneo e altamente tecnológico, que é o Magic Stone da Brascor, e os recursos  da técnica de termo moldagem das chapas que o material possibilita.

O lançamento da linha Rosenbaum para Brascor Countertops foi durante a Kitchen & Bath Expo, que aconteceu em São Paulo, agora em março.

rack: altura 45cm, profundidade 45cm e largura 1m65cm

armário: altura 1m33cm, profundidade 45cm, largura 82 cm

mesa: altura 34cm, profundidade 1 m, largura 1 m

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festival da construção leroy merlin

O tabloide Festival da Construção Leroy Merlin está nas lojas de todo Brasil. Para essa edição, criamos o Vida Nova em Construção, que é o projeto de um espaço de trabalho que também pode virar um novo projeto de vida.

O sonho de trabalhar perto de casa. Cada vez mais gente tem e com mais razões para ter: que vão desde conforto e segurança até as questões fundamentais (e urgentes!) ligadas à sustentabilidade do nosso planeta. O lado bom é que a realização pode estar muito perto, por que não no quintal da sua casa. Apresentamos um projeto, usando como referência uma área de 5m X 8m, de um espaço compacto e funcional, que integra salão, biblioteca, cozinha, mezanino e banheiro; com telhado verde e aproveitamento de água por sistema de cisterna. Adaptável para um bom escritório, ateliê ou oficina, a menos de dois minutos a pé da sua casa. Mais que um novo endereço profissional, uma mudança de vida que, de cara, já traz ganhos de praticidade e organização para trabalhar, escolhas de respeito com os recursos naturais, conforto térmico e segurança. Uma proposta tentadora para você construir sua mudança e trazer mais qualidade para sua vida profissional e pessoal. O restante você segue construindo com o seu talento. Bom trabalho.

Dicas:

-O painel de blocos de vidro ilumina a escada, deixando seu uso mais seguro, e traz luz natural para o salão e para o mezanino. Fica bonito e econômico.

-O espelho d’água é um ótimo recurso para dividir a área de trabalho da área de serviço, segmentando o espaço sem perder a visibilidade e sensação de amplitude do ambiente integrado. Fora que para quem está trabalhando a água já traz um conforto.

Bricolagem:

-Para montar os bancos, é simples e rápido: a base é um kit sapata de vergalhão e o assento recortado na medida de uma chapa de tetrapack.

-Os mesões  de trabalho acompanham: com estrutura de vergalhão de aço e tampo de compensado pintado com tinta branca.

-O mural de referências é feito de tela de aço leve, pintada de branca, soldada na parede.

-O corrimão da escada e o guarda-corpo do mezanino são feitos de vergalhões e 19mm e 10mm, pintados de branco.

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ROSENBAUM RESPONDE – e-mail fsc

Para encomendar pranchas ou quem quiser entrar em contato com o pessoal do Favela Surf Clube, o e-mail deles é  favelasurfclube@gmail.com

galeria zipper

A semana começa com o início das obras da Galeria Zipper. Um projeto encomendado pelo marchand Fabio Cimino, para sua nova galeria de arte.

A Zipper será aqui em São Paulo, nos Jardins, na Av. Estados Unidos, 1494. Como curiosidade, um ponto que já tem história: nos anos 80 foi onde funcionou a Galeria de Pietro Maria Bardi.

A proposta é de uma galeria para artistas jovens. E o projeto acompanha com um conceito simples, inovador, versátil e de escolhas sustentáveis: no desenho, nos materiais e nas funcionalidades.

Recepção e café integrados, com alternativa de ainda integrar essa área com o acervo ou de manter o acervo privativo.

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Área de exposição com duas paredes móveis, pivotantes, que possibilitam a variação do layout, de acordo com a demanda das exposições.

Ambiente confortável com telhado térmico acústico e iluminação zenital, e móveis de madeira pinus certificada.

Uma das prioridades do projeto foi utilizar ao máximo a estrutura já existente, como forma de reduzir o impacto ambiental da obra. Inclusive, com o aproveitamento da laje superior que será transformada em área de descanso. Um bom começo, e boa semana pra todo mundo!

gordon matta-clark até 4 de abril

Esse e o próximo são os dois últimos finais de semana para visitar a exposição do artista e arquiteto norte-americano Gordon Matta-Clark (1943-78), que está no MAM de São Paulo. Foi um dos artistas que introduziu na arte contemporânea questões sobre a vida nas grandes metrópoles e a especulação imobiliária. É conhecido por obras de grande escala, como as intervenções que fez  em prédios condenados à demolição, em Santiago, Nova York, Paris, Milão, Gênova, Antuérpia, Nova Jersey e Chicago.  Seu trabalho questiona a ocupação dos espaços urbanos, a preservação da memória da cidade, o uso indiscriminado dos recursos, a desigualdade social e alerta para o perigo das atitudes individualistas.

Muitas vezes ele fazia as intervenções com as próprias mãos

Em 1971 criou a performance e instalação Garbage Wall, que teve grande repercussão. “Numa tentativa de construir uma moradia melhor que as “casas”  de papelão usadas pelos indigentes que moravam sob a ponte do Brooklyn, em Nova York, criou uma parede sólida com refugos de fabricação industrial que encontrou por ali mesmo e que, a seu ver, poderiam ser reciclados.”

Garbage Wall fez parte da 27 Bienal de São Paulo, 2006

Agora, na exposição aqui no MAM, o setor educativo do museu reconstruiu a Garbage Wall, com apoio e participação da viúva de Gordon, Jane Crawford, numa ação educativa que mobilizou os jovens estudantes do MAM e visitantes a recolher material reciclável do Parque Ibirapuera (SP) e aprender na prática conceitos de reciclagem e sustentabilidade. E é a primeira obra que se vê, chegando à exposição.

GORDON MATTA-CLARK: DESFAZER O ESPAÇO /Museu de Arte Moderna de São Paulo /Parque do Ibirapuera / Portão 3 / de terça a domingo e feriados/ das 10h às 18/ entrada gratuita aos domingos.

ROSENBAUM RESPONDE – favela surf clube

Tem um monte de gente interessado em vestir a camiseta do Favela Surf Clube e entrar nessa onda de bombar o trabalho da ONG. É uma criação da Reserva, marca de roupas carioca, e as encomendas devem ser feitas para eles no e-mail marketing@usereserva.com.br ou direto nas lojas.

Olha o shape dela, de frente:

e de costas:

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Respondendo:  o tapete em forma de ovelha que aparece no vestiário masculino, sim, é da Tok & Stok.

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Respondendo:  Nas paredes do auditório, o aspecto de concreto, na verdade, é uma tinta especial, chamada Efeito Concreto Aparente Suvinil.

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ldl 38 – favela surf clube

Depois que o menino Naamã viajou com Luciano Huck e realizou seu sonho de surfar com Kelly Slater no Hawai, nem ele, nem o Favela Surf Clube foram os mesmos. Aconteceu que o FSC, ong que Naamã frequenta e que resgata jovens do complexo Cantagalo Pavão Pavãozinho através do surfe, foi escolhida para o primeiro Lar Doce Lar Social. Como disse Rogério, que é coordenador do FSC, “ o meu sonho é realizar o sonho deles”. Good vibes, galera!

FSC antes

Em um espaço de mais de 300m2, o desafio fundamental foi de melhorar o acesso, a ventilação e a iluminação que eram muito restritos, criando um ambiente funcional e acolhedor para os jovens.

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FSC depois

A partir daí, a reforma foi pensada para resolver as necessidades já existentes e, principalmente, através da criação de novos espaços, abrir novas possibilidades de trabalho e organização para o Favela Surf Clube.

Pensando assim, optamos pela loja logo na entrada, para que os visitantes possam conhecer a produção FSC e que essa marca seja fortalecida como uma fonte de recurso para a ONG. Foram definidos espaços para o escritório, o auditório, o salão de atividades integradas e a fábrica de pranchas com as salas de funções específicas. Além da cozinha e dos vestiários.

A loja acompanha a estética  do surfe, com piso de deck e displays e estantes feitos com o reaproveitamento do cedrinho – que é a madeira utilizada na obra para andaimes e tapumes.

A mesa é montada com cavaletes da Tok e Stok e tampo de vidro cortado no tamanho.

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O corredor, que era aquele túnel escuro, ganhou luz com a abertura de janelas em todas as salas e personalidade com grafite do Acme, artista da comunidade.

Técnicamente, a sala de lixa deve ter as paredes escuras para contrastar com o shape e facilitar o trabalho. Em vez do preto, optamos pelo verde, que causa o contraste necessário, mas não escurece tanto.

A fábrica de pranchas foi distribuída em cinco salas, que se comunicam internamente: lapidação, lixa, resina, pintura e lixa d’água.

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A antiga salinha de vídeo deu lugar ao auditório, com arquibancadas de alvenaria, para acomodar mais gente, com mais visibilidade. Do jeito pra receber visitantes da comunidade. A onda é desenho do Bruno Dias, nosso pratinha da casa.

Toda a hidráulica e a elétrica são aparentes, para entrar na estética mais jovem e pra reduzir custos.

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A prancha com o morro retratado é mais um obra do Acme.

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Favela Surf Clube, logo criado pelo designer Glauco Diogenes.

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O Favela Surf Clube funciona na Rua Saint Romain, 200, no Morro do Cantagalo, Rio de Janeiro. Mais informações, envie um e-mail para favelasurfclube@gmail.com ou fale com o Rogério no (21) 8806-0669 ou com o Thiola no (21) 9774-0042.

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