Arquivo do mês: julho 2009

aproveita que tá chovendo

De toda a água encontrada no planeta, 97% é salgada e 3% é doce. Só que desses 3%, 75% são geleiras e lençóis de gelo,  13% são as chamadas águas profundas localizadas entre 2.500 e 12.500m e 11% são de águas subterrâneas. No final, o que temos disponível para consumo humano é de 1% dos 3% de água doce, o que significa 0,03% de toda a água encontrada no planeta. Uma conta trabalhosa de fazer, mas de fácil conclusão: o que vale é investir  em preservar e aproveitar os recursos naturais de nosso planeta, como a água da chuva.

Foi essa a conta que o Marcelo fez para decidir  pelo aproveitamento de água da chuva através do sistema de cisterna, na reforma que está fazendo em casa.   E como esse é um assunto que interessa muito aqui, disponibilizamos  o projeto da cisterna dele, como exemplo de um passo a passo de construção, com o apoio da Amanco (que tem todos os itens fundamentais para construir um sistema como esse e ainda presta assessoria sobre os projetos).

 Clicando em cima da imagem, você poderá ler a descrição detalhada de cada etapa:

chuvas

Claro que existem as peculiaridades de cada projeto, mas em linhas gerais tomando como base esse do Marcelo, dá pra dizer que:

 -você vai precisar de um telhado para ter o que se chama de superfície de captação e abrigar as duas caixas menores de 500 litros, uma para a água de chuva e a outra para água de rede pública

 -é o caminho representado por verde na ilustração: a água da chuva chega ao telhado, vai para a calha e é conduzida através de canos até o filtro de impurezas

 -aí já estamos no subsolo: do filtro passa para o reservatório maior, de 10 mil litros

 -no interior do reservatório tem uma bóia e um outro filtro que limpa a água mais um pouco

 -quando for necessário, a bomba de recalque que aparece à esquerda  faz subir a água do reservatório grande para o pequeno – a caixa d´água de 500 litros que está no telhado da casa

 -voltamos para o telhado: essa caixa distribui água da chuva já limpa que poderá ser usada preferencialmente para a descarga, irrigação do jardim e lavanderia.

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Como falamos lá no começo, ter uma cisterna em casa sem dúvida é um investimento, mas olhando mais de perto dá pra entender que é um sistema simples e possível de ser feito. E é um investimento tão bom que traz retorno pra um planeta de gente.

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Mais informações sobre os materiais no site da Amanco ou pelo telefone 0800 701 8770.

ROSENBAUM RESPONDE – construção seca

No Lar Doce Lar da  família Pereira, sem dúvida, a edícula foi um dos pontos que mais chamou atenção e gerou muitas perguntas por aqui. Muita gente querendo saber  sobre construção seca, e, opa!,  babando pela cozinha.  Só para relembrar, a  edícula da casa era assim como aparece na foto logo aqui abaixo; então, como além de reformar a gente já tinha planejado fazer uma segunda cozinha, o melhor foi derrubar tudo e começar do zero.  Considerando as condições  e o tempo que tínhamos, sem dúvida, optamos pela construção seca, e aí a Brasilit  entrou junto e deu show.

A edícula dos Pereira antes:

edicula antes

E depois:

terreo1

Então, pra esse ROSENBAUM RESPONDE,  a gente reuniu as principais perguntas e foi direto à fonte conversar com o pessoal da Brasilit:

terreo 2

O QUE É CONSTRUÇÃO SECA? Construção seca é um método de construir  diferente da alvenaria tradicional, principalmente, porque dispensa o uso de cimento preparado em obra, os tijolos  e as armações convencionais; e pode ser planejada de forma tão racional, que o desperdício pode chegar a zero. Os métodos mais conhecidos  são o Wood Frame (que leva perfis de madeira) e o Steel Frame (que leva perfis metálicos).

terreo

O QUE É STEEL FRAME? Na edícula da Família Pereira, foi usado o que chamamos de  Light Steel Frame, que  é um sistema construtivo racional, cuja principal característica é o uso de perfis de aço galvanizado, que formam painéis, vigas, tesouras e demais componentes, resistentes às cargas da edificação e que dão forma à mesma. Depois, o  fechamento das paredes foi feito com a Placa Cimentícia Impermabilizada Brasilit.

cozinha porta

QUE MATERIAIS SÃO UTILIZADOS PARA CONSTRUÇÃO SECA? Perfis estruturais, que podem ser de madeira  ou de aço galvanizado com tratamento anticorrosão. A construção seca é composta por vários “subsistemas”, como fundação normalmente do tipo radier (o que representa  grande economia na obra); isolamento termo acústico, como a manta de lã de vidro Isover que foi usada no Lar Doce Lar;  fechamento interno com placas de gesso acartonado ou em placa cimentícia para áreas molhadas como cozinhas e banheiros; tratamento de juntas (como o Brasimassa e Fibrotape) e  instalações elétricas e hidráulicas.

Como qualquer construção, é fundamental o acompanhamento de um profissional da construção civil com experiência e conhecimento no assunto.

cozinha

O QUE É PLACA CIMENTÍCIA ? A Placa Cimentícia Impermeabilizada Brasilit é o produto indicado para o fechamento de paredes na construção seca do tipo  Steel Frame (como explicamos  acima), pois é resistente a impactos e é a única do mercado que sai impermeabilizada de fábrica e tem todos os componentes para um tratamento de junta que deixa a parede acabada lisinha e perfeita como em qualquer construção convencional.

QUAIS AS MEDIDAS DISPONÍVEIS? As espessuras disponíveis de placa cimentícia são de 6, 8, 10 e 12 mm, com largura de 1200mm e comprimento de 2000, 2400 ou 3000mm.

QUAIS AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA PLACA CIMENTÍCIA?

-Não possui amianto, fibra mineral banida em diversos países e em algumas regiões do Brasil por ser considerada cancerígena;

-Elevada durabilidade e resistência a impactos;

-Grande resistência a umidade;

-Incombustíveis;

-Baixo peso próprio;

-Compatível com quase todos os tipos de acabamento;

-Rapidez e limpeza na execução da montagem.

ONDE PODEM SER USADAS? As placas cimentícias podem ser usadas em construções novas ou reformas, em  paredes de qualquer edificação (casas, escolas, hospitais, shoppings, etc.), muros, beirais, platibandas, fachadas, brises, divisórias, forros, acabamentos em subsolos, dutos de ar condicionado, entre outros. 

escritorio criancas

QUEM FAZ MONTAGEM? EXISTE MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA? As obras com construção seca exigem mão de obra treinada, com cálculos especiais feitos por engenheiros especialistas. A Brasilit disponibiliza a Academia Brasilit, com cursos de noções básicas de Steel Frame em diversas regiões do Brasil, para qualquer pessoa que queira conhecer o sistema.

QUANTO CUSTA O M²? Uma construção em Steel Frame pode custar menos ou mais do que uma construção normal, dependendo do nível de sofisticação do projeto. As fundações geralmente custam menos e o tempo de obra também tende a ser menor. O ideal é fazer um levantamento com o revendedor da região.  

quarto filho

PARA FAZER DOIS ANDARES É PRECISO TER LAJE OU A PRÓPRIA ESTRUTURA AGUENTA? A LAJE PODE SER FEITA COM PLACA CIMENTÍCIA? A estrutura de Steel Frame também possibilita a construção de lajes secas, com a utilização do produto Masterboard, que também foi apresentado no programa.

Mais informações no site da Brasilit ou pelo telefone 0800 116299.

bobinex nos lares doces lares

Nas duas últimas edições do Lar Doce Lar, Família Paixão e Família Pereira, usamos papéis de parede da Coleção Grafismo que criamos para a Bobinex. Muita gente continua perguntando principalmente se era papel ou pintura e onde encontrar. Então, vai um pouquinho da nossa história com a Bobinex, que é fabricante de papela de parede desde a década de 60:

O nosso bom (!) relacionamento com a Bobinex começou quando criamos o papel de parede estampa Labirinto para a mega cozinha da Casa Cor  2007, que depois virou produto para a Tok & Stok.

Aí,  além de novas estampas,  propomos um reposicionamento do produto e direção de comunicação. Foi quando criamos  a Coleção Grafismo: que é composta pelas Linhas Mata, Azulejo e Arabesco, de temas inspirados nas raízes e referências urbanas brasileiras.  O objetivo foi estabelecer a identidade brasileira para o produto papel de parede  e fortalecer a  associação direta entre a categoria  e o fabricante Bobinex.

Criados os papéis, conceituamos o catálogo que é a principal ferramenta de venda da Bobinex, com produção de  fotos ambientadas para cada um dos papéis.

01_AF_DIV_InstO texto de abertura do catálogo, conta um pouco mais sobre cada linha

AF_CapaA capa do catálogo com design gráfico do Claudio Novaes

bobinexNesse anúncio aparecem todas as fotos do catálogo

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Esse é o papel Flor, da Linha Azulejo que foi usado na cozinha e sala da Família Paixão

quarto 2

No quarto da Família Pereira é o Drops, da Linha Azulejo

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No escritório da Família Pereira também aparece o Drops, da Linha Azulejo

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E para tirar as dúvidas de uma vez, os armários da cozinha da Família Pereira foram revestidos com um adesivo que mandamos fazer com a mesma estampa do papel de parede Pipa, da Linha Azulejo, em cor especial

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Bem, e pra quem também quiser ter um dos papéis de parede da Coleção Grafismo no seu lar doce lar, o melhor jeito é entrar em contato com a Bobinex pelo telefone 4704 3500 e clicando aqui.

Coleção Grafismo Rosenbaum para Bobinex estampa o Brasil na parede, para todo mundo ver.

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Outros posts sobre a Coleção Grafismo Rosenbaum para Bobinex aqui no blog:

making of  bobinex – mostra a produção das fotos do catálogo

coleção grafismo de papel de parede para a bobinex – todas as fotos do catálogo da Coleção Grafismo, Linhas Mata, Azulejo e Arabesco

ROSENBAUM RESPONDE – santa ceia – como fazer o adesivo da Santa Ceia, que foi aplicado sobre uma parede revestida com o papel Flor, da Linha Azulejo, na casa da família Paixão, no Lar Doce Lar de Magé, RJ.

coleção jalapa

(Esse foi o último texto que o Marcelo tentou mandar do Jalapão no dia 18 de julho, dia do encerramento da vivência com o capim dourado. Só que a  a aranha net justo dessa vez não ajudou, mas segue agora o post com mais imagens e já uma amostra de dois  protótipos prontos dos novos produtos)

Sem dúvida o maior exercício dessa vivência foi trabalhar em equipe , no coletivo. Chegamos  e desde o  primeiro dia,  todas as artesãs estavam esperando um curso. “Isso é sempre assim, (disse a Heloisa Crocco), elas sempre acham que iremos chegar  e dar aulas”,… Não que isso de alguma forma não aconteça, mas precisamos começar nos familiarizando com o feitio do trabalho com o Capim”… Por aí dá para imaginar um pequeno conflito, de um lado a ansiedade das artesãs de aprender e do outro a nossa expectativa de entender e conseguir implementar novas técnicas e novas estéticas a partir dos saberes  e de  tradições delas.

“TU ME ENSINA A FAZER RENDA QUE EU TE ENSINO A NAMORAR”

jalapa cenario1

Esse, com certeza,  foi e é o momento de maior dificuldade de toda a vivência…dá vontade de nem desfazer as malas e voltar!!! Uma das artesãs, nesse primeiro dia, me sugeriu de desistir de dar aula e reformar a sua casa dela – que isso com certeza eu sabia fazer BEM!!! Passado  o susto,  as coisas foram se azeitando e tudo começou a andar bem. A confiança mútua  foi crescendo. E entendendemos a verdade que existe quando elas mesmas afirmam que “deixamos de costurar roupas para costurar capim”.  Esse era o caminho , capim se costura e ponto. E a partir daí  abriu-se espaço para a nossa intervenção no trabalho delas, de  trazer uma nova linha , de outra cor (o preto) , pra costurar o capim.

jalapa cenario2

As oficinas aconteciam das 8 as 11h, quando as  artesãs paravam pra preparar  o almoçoe voltavam pra continuar das 14 às17h.  Depois, saíamos para andar pela cidade, fazer mais reconhecimento de área , discutir junto com toda a equipe sobre as impressões , dificuldades e novas idéias. Sempre um momento sempre muito rico, divertido, do coletivo e, claro, sempre regado a muita cerveja, pois o calor do Tocantins não é coisa pra amador. Pense num lugar muito quente,…, pois lá e um pouco mais!

jalapa cenario3

Mas o melhor de tudo isso, é que esse tipo de vivência pode e deve acontecer em qualquer esquina do nosso Brasil. Não tem lugar definido,  não coloca  limite , basta ter gente e disposta  a por a mão na massa,  por tradição ou por  necessidade de sobrevivência , com suas riquezas naturais –  de sementes , fibras, palhas , linhas, algodão e sei lá mais o que dê em abundância nas nossas terras.

Sobre o método:

Levei referências de tendência das maxi bijoux, tipo que se usa hoje e que aparecem em todas as revistas de moda, até nas novelas.

Fizemos o exercício de observar o cotidiano delas, as belezas da região e buscamos incorporar essas formas nos objetos, valorizar o brilho do capim dourado, como matéria mais nobre e usar outros materiaia que contrastassem  mas que não roubassem a cena.

Optei em trabalhar mais com bijoux pois usa-se menos matéria de capim e essas peças podem ser mais valorizados pois a aceitação é imediata.

Fizemos uma mesa onde o pé é o mesmo das  lixeiras existentes na cidade, mostrando o quanto o entorno pode nos inspirar a criar objetos.

jalapa homem colar

colar Raimunda, com uso do fio preto

jalapa mesa

mesa Amélia, com pé de lixeira

jalapa grupo

Só  sei que  gostaria de dedicar cada vez mais do meu tempo para trazer esse artesanato em potencial, essa riqueza natural para o benefício de todos…todos nós temos muito que aprender! É isso, espero que essa vivência tenha sido tão transformadora para as artesãs e para a equipe Jalapa, como foi pra mim. – Marcelo

EQUIPE  COLEÇÃO JALAPA

COORDENADORA   HELOISA CROCCO

DESIGN GRáFICO   MARCELO DRUMMOND

FOTÓGRAFO   FABIO DEL RÉ

VÍDEO DOCUMENTARISTA  TOMAS

DESIGNERS  HELOISA CROCCO, FERNANDO MACULAN, MARCELO ROSENBAUM

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Outros links sobre a Vivência Jalapão aqui no blog:

Vivência Capim Dourado, conta mais sobre o projeto e o convite que o Marcelo recebeu da Heloísa Crocco

No Jalapão tem Aranha Net, primeiras imagens e impressões sobre o Jalapão, diretamente da lan house 24h

As Mãos de Ouro, apresenta as artesãs

Jalapão Work in Progress, as primeira peças em desenvolvimento

lula no show

O Presidente Lula anuncia o Vale Cultura, nesse momento, durante o show que está acontecendo no teatro Raul Cortez, da Federação do Comércio aqui em São Paulo.

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photo

show vale cultura pela tv brasil

Recebemos a informação que o show VALE CULTURA será transmitido pela TV Brasil, das 18h às 20h. Enquanto isso, o palco vai ficando pronto (calma, imagem de ontem de manhã).

palco 1

vale cultura vira lei e show!

Quinta-feira, dia 23 de julho, o Presidente Lula assina uma lei que cria o Vale Cultura, um mecanismo que funciona como o Vale Transporte e Vale Refeição, e que vai dar  R$ 50, a cada trabalhador de baixa renda para o consumo em arte. Na própria quinta, acontece aqui em São Paulo no teatro Raul Cortez (Federação do Comércio), um show promovido pelo Ministério da Cultura para 500 convidados, para anunciar e buscar apoio para essa nova lei. É um show de música, recital de poesia, entre atividades do cerimonial.

À convite do Marcio Meirellles, que é Secretário de Cultura da Bahia e diretor desse show, foi que criamos a cenografia. A nossa ideia foi montar um ambiente de encontro das artes, que provocasse a integração e a possibilidade de troca de papéis entre o artista e a plateia, sugerindo esse movimento para além desse palco, entre os cidadãos brasileiros pela cultura – sejam eles governantes, artistas, grandes empresários ou trabalhadores de baixa renda.

O palco é uma grande arquibancada, toda construída em madeira  reciclada pintada de branco, com espaço planejado para projeções nas paredes laterais e do fundo, espaço nivelado para os instrumentos e degraus para suporte das apresentações e acomodação das pessoas.  A proposta  é que as pessoas se apresentem e fiquem no palco, se acomodando nos degraus da arquibancada, para seguir assistindo e interagindo com o show.

acesso ao palco

essa é a entrada para o palco

de cima

o palco visto de cima

arquibancada

o palco visto mais de frente

A música do Lenine e do Lula Queiroga, Sob o Mesmo Céu, foi adotada como o hino do show. Nesse vídeo, vários artistas aparecem cantando juntos com o Lenine.

Vai a letra pra quem quiser acompanhar, lá, lá ,lá…

Sob o Mesmo Céu
Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia
Uma pessoa!
Um sonho, uma nação
Sob o mesmo céu
Meu coração
Não tem fronteiras
Nem relógio, nem bandeira
Só o ritmo
De uma canção maior…
A gente vem
Do tambor do Índio
A gente vem de Portugal
Vem do batuque negro
A gente vem
Do interior e da capital
A gente vem
Do fundo da floresta
Da selva urbana
Dos arranha-céus
A gente vem do pampa
Vem do cerrado
Vem da megalópole
Vem do Pantanal
A gente vem de trem
Vem de galope
De navio, de avião
Motocicleta
A gente vem a nado
A gente vem do samba
Do forró
A gente veio do futuro
Conhecer nosso passado…
Brasil!
Com quantos Brasis
Se faz um Brasil?
Com quantos Brasis
Se faz um país?
Chamado Brasil!
A gente vem
Do rap, da favela
A gente vem
Do centro do subúrbio
Da periferia, eh!
A gente vem
Da maré, das palafitas
Vem dos Orixás da Bahia
A gente traz um desejo
De alegria e de paz
E digo mais:
A gente tem a honra
De estar ao seu lado
A gente veio do futuro
Conhecer nosso passado…
Brasil!
Com quantos Brasis
Se faz um Brasil?
Com quantos Brasis
Se faz um país?
Chamado Brasil!…(2x)
Sob o mesmo céu
Cada cidade é uma aldeia
Uma pessoa!
Um sonho, uma nação
Sob o mesmo céu
Meu coração
Não tem fronteiras
Nem relógios, nem bandeiras
Só ritmo de uma canção
Maior!
A gente vem
Do tambor do Índio
A gente vem de Portugal
Vem do batuque negro
A gente vem
Do interior e da capital
A gente vem
Do fundo da floresta
Da selva urbana
Dos arranha-céus
A gente vem do pampa
Vem do cerrado
Vem da megalópole
Vem do Pantanal
A gente vem de trem
Vem de galope
De navio, de avião
Motocicleta
A gente vem a nado
A gente vem do samba
Do forró
A gente veio do futuro
Conhecer nosso passado…
Brasil!
Com quantos Brasis
Se faz um Brasil?
Com quantos Brasis
Se faz um país?
Chamado Brasil!
A gente veio do futuro
Conhecer nosso passado!
Brasil!
Com quantos Brasis
Se faz um Brasil?
Com quantos Brasis
Se faz um país?
Chamado Brasil!
A gente veio do futuro
Conhecer nosso passado!
Brasil!
Com quantos Brasis
Se faz um Brasil?
Com quantos Brasis
Se faz um país?
Chamado Brasil!…(2x)
A gente veio do futuro!