marcelo no méxico: é hoje

Ok, Jackson: é hoje que os maracatus luchadores entrarão em cena… 

 Dentro da pesquisa sobre o corpo, espaço e arquitetura, um texto do diário de Oskar Schlemmer (1888-1943), artista da Escola Bauhaus, tem nos envolvido de inspiração. Vale reproduzir aqui:

schlemmer-triadic-ballet1

“A receita pela qual se norteia o teatro da Bauhaus é muito simples:que a gente seja tão descomprometido quanto possivel; que a gente se aproxime das coisas como se o mundo tivesse acabado de ser criado; que a gente não reflita determinada coisa até a destruição e sim que a gente conserve, livre, permitindo seu desdobramento. Que a gente seja simples, mas não pobre (“a simplicidade é uma grande palavra”), que a gente prefira ser primitivo a ser vaidoso, complicado e inchado; que a gente não seja sentimental, mas que a gente em vez de sê-lo, tenha espírito. Com isto está dito tudo como não está dito nada! Mais que a gente parta do elementar. E o que quer dizer isto? Que a gente parta do plano, da linha, da superfície simples, e que a gente parta da simples composição de superficies: a partir do corpo. Que a gente das cores simples como são: branco, cinza, vermelho, azul, amarelo e preto. Que a gente parta do material. Descubra as diferenças de tecido dos materiais como vidro, metal, madeira, e assim por diante, assimilando-o interiormente. Que a gente parta do espaco, da sua lei e do seu segredo, deixando-se “enfeitiçar” por ele. Com isto, novamente, está dito muito e não é dito nada, até o momento que estes conceitos tenham sido sentidos e preenchidos. Que a gente parta da situação do corpo do ser,, do estar em pé, do caminhar e somente no fim do saltar e do dançar. Porque o dar um passo representa um importante acontecimento:e nada menos do que isto  levantar uma mão, mexer um dedo. Que a gente tenha tanto respeito quanto consideracão diante de cada ação do corpo humano, de vez que no palco se manifesta este mundo especial da vida, do aparecer, esta segunda realidade na qual tudo esta circundado pelo brilho do mágico.”

(oskar schlemmer, diário maio de 1929)

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