marcelo no méxico: o conteúdo

Estamos aqui pra falar de cor na arquitetura sustentável, que é o tema deste encontro… Hoje, fica cada vez mais claro que não se pode dissociar sustentabilidade de educação. E aproximando mais esta idéia do nosso dia a dia de vida e de trabalho, o quanto o design de interiores, a decoração das nossas casas, tem o potencial de promover a inclusão – através da educação, que fundamenta a sustentabilidade. Já não existe a possibilidade de pensar na cidade, nos espaços das casas, sem pensar em revalorizar o que é essencial, o aconchego, as memórias, as raízes da cultura e da arte popular. E isso é educar o olhar para esta beleza, é incluir este artista e este sentimento de aconchego.

Proponho um exercício experimental para sentir/falar/pensar a cor, também através do corpo, do movimento. Gostaria de exaltar a riqueza da variedade de cores e do artesanato latino-americanos.

Busquei referências no Tropicalismo, movimento que sacudiu a música popular brasileira e a cultura brasileira entre 1967 e 1972. Foi inovador, transformador dos gostos e atitudes, abriu horizontes e não pretendeu estabelecer limites. Mexeu com a música, com a política, com a moral, com os comportamentos, com a estética, com o corpo, com o sexo, com a moda.

Outra inspiração é Lina Bo Bardi, a arquiteta italiana que nos deu o privilégio de tornar-se brasileira de coração. Interpretou como ninguém a vibração da nossa cultura popular e fez bom uso, como matéria-prima para a criação do seu moderno. Considerava o povo brasileiro “ainda não contaminado pela soberba e pelo dinheiro”.

Exuberância , choque, revelação e recriação compõem nosso cenário.

Se pensarmos no corpo como a hospedagem de nossa alma soberana, então ele será nossa referência principal, de estrutura que sustenta e ocupa seu espaço devido. Nossa casa. E é pensando nessa casa, que a alma ganha espaço e encontra conforto.

parangole latino americano

parangole latino americano

Anúncios

Uma resposta para “marcelo no méxico: o conteúdo

  1. “Modernizar o passado
    É uma evolução musical
    Cadê as notas que estavam aqui
    Não preciso delas!
    Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
    O medo dá origem ao mal
    O homem coletivo sente a necessidade de lutar
    O orgulho, a arrogância, a glória
    Enchem a imaginação de domínio
    São demônios, os que destroem o poder bravio da humanidade
    Viva Zapata!
    Viva Sandino!
    Viva Zumbi!
    Antônio Conselheiro!
    Todos os panteras negras
    Lampião, sua imagem e semelhança
    Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia.”
    (Chico Science)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s