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design brasileiro hoje: fronteiras no mam

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Abriu ontem a mostra Design brasileiro hoje: fronteiras, com curadoria de Adélia Borges, no Museu de Arte Moderna de SP – sala Paulo Figueredo. É Adélia quem sintetiza: “esta exposição apresenta exemplos de vários campos de atuação do design, revelando a capacidade criativa dos brasileiros.”

No site do MAM, está a lista completa dos designers e trabalhos.

Mais detalhes da Mesa Seis, aqui.

MAM: av. Pedro ÁlvaresCabral, s/n, Parque Ibirapuera, tel 5085 1300

de terça a domingo, das 10h às 17h30

notícias: arc design

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Maria Helena Estrada
Uma característica do Marcelo? Não acontece de fazer apenas um trabalho para um novo cliente. Depois do primeiro projeto, este se apaixona e logo surgem outros. Do mais novo restaurante da moda a uma participação de grande audiência na TV Globo, passando por alguns dos mais chiques endereços comerciais de São Paulo, sua cidade, e do Brasil. E o emotivo Rosenbaum de Coração, nome do seu spot diário no programa de rádio Manhã da Globo. Vale um passeio…ou um mergulho em tamanha versatilidade.
As ondas que cortam esse ziguezague de expressões têm a cultura popular brasileira como pano de fundo. Maracatu, Iemanjá, carrocerias de caminhão, a chita e a renda são motivos recriados para louças e revestimentos; o labirinto e a renascença, rendas nordestinas, se transformam em padronagens, da mesa ao sofá. As histórias de Marcelo são assim: um cozinha na Casa Cor teve uma de suas paredes coberta por um papel impresso com o tema labirinto; uma empresa nacional de MDF se interessou em produzir, uma grande cadeia de lojas gostou do novo material e a meada foi se desenrolando…
A realidade efêmera das cenografias, principalmente no SPFW – baú de memórias e caixinhas mágicas de futuros -, são espetáculos que nos enriquecem muito mais do que os próprios desfiles. Parece que o mundo e seus zilhões de símbolos se abrem à disposição do criador. Basta lembrar as concepções do arquiteto para os lounges da Fiat, Oxford, Melissa, Diesel, entre outras marcas de prestígio, que recepcionaram seus convidados em ambientações de uma brasilidade plena de surpresas.
Mas que Rosenbaum realmente sonha é desenhar o móvel popular, barato, durável, na proporção certa para o tamanho das casas… e bonito! Não com os padrões de beleza do “fino e chic”, mas aquelebonito singelo, talvez bem colorido, talvezx cheio de brilho – ou não. Nada de estétic imposta, mas, sim, assimilada. Um móvel capaz de tocar o coração.

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notícia: projeto design, out 08

 

novos caminhos do labirinto

 A estampa Labirinto que saiu da renda do Ceará, se espalhou nas paredes da Casa Cor 2007 e do lounge do WGSN edição de junho de 2008, em breve cobrirá novas peças da Tok & Stok. Imagens em primeira mão…
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Conheça a história da renda labirinto, em prosa e verso.

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Fotos do Douglas Garcia.

estampa labirinto contada em verso

A estampa Labirinto foi criada a partir da renda Labirinto. Não tem jeito melhor de contar de onde veio esta inspiração, do que emprestar as palavras do poeta José Melancia, mestre da literatura de cordel:

LABIRINTO NA PAREDE:
labLABIRINTO NO CORDEL:

“Dos dados do labirinto
Vou apresentar seu evento
Para quem luta com ele
E não tem conhecimento
É uma indústria falada
Já de tanto movimento

Saibam que o labirinto
É indústria manual
É procedente da renda
Sendo outra original
Inventada por caboclas
Nascidas no litoral

É meu dever apresentar
O seu passado histórico
Ocupando os meus versos
Por esse meio folclórico
Para lerem e cantarem
Num bonito tom sonoro

Precisa elevar o nome
Dessa armadora primeira
Foi uma antiga senhora
Joaquina Cabugar Teixeira
Pois ela está intitulada
De chefa labirenteira

O início do labirinto
Foi precedido da renda
Trocando bislros e espinhos
A almofada era a tenda
Esse produto manual
Era de grande encomenda

A tenda de fazer labirinto
É um tear com os tensos
Joaquina Cabugar um dia
Tentou de fazer uns lenços
Desfiou os quatro cantos
Os trabalhos foram extensos

Terminou aquela obra
A saída foi medonha
Encomendaram um tipo grande
Já com nome de fronha
A obra estava em começo
Mas o povo tinha vergonha

Só tinha que nesse tempo
Era muito larga a maia
Faziam peito de camisa
Também as barras de saia
Não tinha linho nem bramante
Era murim e cambraia

Era uso do começo
Também a ponta de toalha
Era tudo diferente
Para os que hoje trabalham
Se for voltar ao passado
Tem muitos que se atrapalham

Hoje há muita diferença
Daquela época passada
Essa indústria manual
Está no mundo espalhada
Mas saibam que a rainha
É a Canoa Quebrada

Deixamos a Cabugar Teixeira
A antiga veterana
Vinha de origem horlandesa
Mas sendo filha praiana
Na profissão do labirinto
Tem título de sobrana

A indústria foi aumentando
Cada dia com mais valor
Quem faz é quem não tem nada
Só é bom pra o comprador
O fabrico desse nas praias
Em família de pesacador

Tem que trabalha nessa arte
Até quase ficar caduco
Antigamente os balseiros
Que iam a Pernambuco
Comprar paus de jangada
No engenho Joaquim Nabuco

Lá trocavam labirinto
Por esses paus de jangada
Viajavam muitos meses
Com essa madeira embalsada
Esses negociantes eram
Filhos de Canoa Quebrada

Eram uns pobres aventureiros
Iam só lutar com a sorte
A viagem muito arriscada
Não tinham um bom transporte
Em mil novecentos e dezenove
Chegou madeira do norte

Voltamos ao labirinto
Com seu nome vulgar
Colchas e guardanapos
Guarnição toalha de char
E toalha de banquete
Pra quem sabe trabalhar

Tem blusas e toalhinhas
Centro e coleção
Bico de labirinto
Saia branca e aplicação
São esses os nomes vulgares
Que todas feiteiras dão

Agora vamos aos pontos
Que no labirinto tem
Teoria das mais práticas
Quem conhece muito bem
O passado e o presente
Sendo de perto e de além

Precisa de tirar amostra
Com o ramo e bainha
Com meadas e carretel
Conforme a média da linha
Toprceno também enchendo
Fazendo flor e rosinha

Ponto milindro e de cruz
Ponto alegre e cerzido
São esses os detalhes certos
E o ponto mais preferido
Então sobre o labirinto
Está tudo esclarecido

O labirinto é muito bonito
Feito com curiosidade
Já foi inventada a máquina
Mas não teve utlilidade
Essa indústria da pobreza
Se só fosse de riqueza
Custava uma infinidade

Enfim já mostrei ao mundo
De onde veio o labirinto
É uma indústria de pobre
Mas cabe em todo recinto
Essa riqueza é dos praianos
Faz cento e dezesseis anos
Nem foi e nem vai extinto

Quem escreveu esse passado
Foi o José Melancia
Poeta velho e afamado
Na rima e na poesia
Conhece Canoa Quebrada
A sua terra estimada
Desde o alto à maresia”